
Nemanja Matic, do Lyon e com passagem pelo Benfica, é um dos envolvidos na polémica
Foto: Olivier Chassignole/AFP
Matic, ex-Benfica, e Hassan, ex-Braga e Rio Ave, taparam com fita adesiva branca o símbolo arco-íris que foi colocado nas camisolas dos clubes numa campanha que visa a inclusão e o combate à homofobia. Marie Barsacq, ministra do Desporto da França, já exigiu castigos.
A última jornada da temporada 2024/25 da liga francesa ficou marcada por uma polémica. Uma campanha por parte da organização com o intuito de consciencialização e combate à homofobia acabou por não terminar como desejado e alguns jogadores foram contra a iniciativa, que englobou todos os 18 clubes.
Nemanja Matic, do Lyon e com passagem pelo Benfica, e Ahmed Hassan, do Le Havre e com passagens no Braga e Rio Ave, colocaram fita adesiva no símbolo pintado com a bandeira LGBTQ+ nas camisolas. Já Mostafa Mohamed, do Nantes, não participou na vitória sobre o Montpellier, alegando convicções pessoais.
"Acredito no respeito mútuo — o respeito que devemos aos outros, mas também o respeito que devemos a nós mesmos e às nossas crenças. Para mim, existem valores profundamente enraizados, ligados à minha formação e às minhas crenças, que dificultam a minha participação nesta iniciativa", escreveu o avançado egípcio nas redes sociais.
Marie Barsacq, ministra do Desporto da França, já se posicionou quanto a estas manifestações dos atletas: "O futebol tem uma plataforma enorme e a Federação (Francesa de Futebol) está determinada a colocar esta questão na agenda dos clubes e dos adeptos", referiu, antes de falar em castigos.
"Os insultos e os comportamentos homofóbicos já não são aceitáveis. A sociedade evoluiu e a linguagem do futebol tem de mudar com ela. Há uma gama completa de sanções disponíveis e elas devem ser aplicadas", concluiu.

