Mourinho confirma Aursnes a titular: "Não temos condições para pensar em gestão"

José Mournho, treinador do Benfica
Foto: Hugo Delgado / Lusa
José Mourinho abordou a lesão de Enzo, o regresso de Manu, a titularidade de Aursnes e a gestão do grupo de trabalho. Para além disso, a arbitragem também foi um dos temas discutido na antevisão do jogo frente ao Braga, a contar para a Taça da Liga.
O técnico português comentou o quadro clínico de Barrenechea. "Aquilo que posso dizer do Enzo é que foi decidido um tratamento conservador, não cirúrgico. Se houvesse tratamento cirúrgico, a época tinha acabado. Tendo em conta que nós precisamos dele e a avaliação do departamento médico que foi feita, há boas possibilidades de ele recuperar de maneira não cirúrgica. Pode ser que chegue ao jogo com o F. C. Porto na próxima semana. Se não chegar, talvez com o Rio Ave. Mas, claramente, amanhã não. E, eventualmente, numa final no sábado também não", explicou, olhando seguidamente para o regresso de Manu.
"Há portas que se fechem e que se abrem. Neste momento temos dois jogadores para aquela posição já com estabilidade. Podemos jogar com o Aursnes e não com o Manu, mas as opções estão ali. Depois, o Prioste, que tem meia dúzia de minutos na época passada com a equipa principal, tem muitos minutos na equipa B, a demonstrar maturidade e conhecimento do jogo. Treina connosco todos os dias", atirou.
O técnico português falou, ainda, sobre Luciano Gonçalves, a decisão de cancelar os programas de TV sobre arbitragem. "O presidente dos árbitros será a pessoa indicada para fazer esse tipo de análises. Acho que o debate público encerra uma dose maior de pressão. Imagine a minha equipa fazer um jogo horrível e perdermos. Era muito mais fácil para mim não ir à imprensa. Durante uma semana, não se falar sobre os erros que eu e a minha equipa cometeu. Obviamente, não havendo debate público dá maior estabilidade. Mas, por outro lado, o debate público, o confronto e as perguntas também dão um sentido de responsabilidade diferente, porque te obrigam a enfrentar as coisas. Não sei o que será melhor ou pior".
"Acho que uma coisa que seria bom, e não é a fazer um autoelogio, seria seguir a minha perspetiva: antes dos jogos, os árbitros são todos bons. Não há um único árbitro que não seja bom, competente, honesto, que se diga que não quer. Vamos dar confiança. Depois do jogo, em função da performance, são bons ou maus. Neste sentido, acho que não há nada a fazer. Nós, treinadores, vamos sempre dizer que nunca estaremos contentes com o que aconteceu. Vocês vão sempre analisar, mas depois também dá para perceber que há muitas situações que, mesmo analisadas por experts e hipotéticos experts, não têm unanimidade", acrescentou, debruçando-se um pouco sobre o VAR.
"É neste tipo de situação que continuo a dizer por que é que o VAR perturba o funcionamento natural do jogo? O VAR ajuda em situações claras e inequívocas de erro. Nesse sentido, qualquer árbitro ficará super feliz por ter alguém que fale com ele ao auricular e diga 'Amigo, cometeste um erro inequívoco. Anda cá, vais pôr as coisas no devido certo'. O árbitro vai, vê, muda a decisão e saímos todos felizes. Aquilo que verdadeiramente me perturba são as situações duvidosas, que vão dar muito origem a que se fale durante a semana e se crie uma instabilidade maior junto dos árbitros", concluiu.
Quanto ao triunfo na competição e se a mesma poderia salvaria a época, o técnico encarnado disse que não consegue pensar na "é tudo muito hipotético", nem sequer sabe se vão á final, mas mais à frente referiu que gostaria de ganhar o troféu, contudo, não mudaria muito para o seu currículo e o do clube.
"Agora, a alegria dos adeptos e um grupo que merece muito é aquilo que cativa a que haja esta ambição. Por todos eles é que gostava muito de conseguir ganhar o troféu", afirmou.
Por fim, Mourinho voltou a atenção para a gestão do grupo de trabalho. "Não temos condições para pensar em gestão. Os dois jogos que já temos marcados Braga e F. C. Porto, e no meio, eventualmente Sporting ou Vitória, são jogos que não dão espaço para pensar em rotatividade. A situação do Aursnes, e de todos os outros, é: vamos com tudo até onde der. Não há condições para grande rotatividade. Não há jogadores suficientes, não há réplicas. Vamos como estamos. Vamos até ao limite. Amanhã o Aursnes joga a titular, e depois logo se vê", atirou.
Braga e Benfica jogam para a Taça da Liga, em Leiria, na quarta-feira, num encontro agendado para as 20 horas.

