
José Mourinho, treinador do Benfica
Foto: Filipe Amorim / AFP
José Mourinho fez o lançamento do jogo a contar para a Taça da Liga entre Benfica e Braga, em Leiria, na terça-feira. O técnico falou sobre o reencontro das duas equipas, das adptações face ás contrariedades na equipa e ainda da saída de Ruben Amorim do comando técnico do Manchester United.
O técnico encarnado começou por olhar para um mês importante, o quadro clínico da equipa e falou na necessidade de uma eventual reinvenção para um período tão competitivo.
"Há sempre necessidade não diria de reinventar, mas de adaptar. Principalmente porque nos vão faltar opções em termos de rotatividade. Vamos ter de fazer um bocadinho de exercício. Se não há António Silva e há Tomás e Otamendi, obviamente que o terceiro virá de baixo. Neste caso o Gonçalo Oliveira. E por aí fora. Mas também nos agarramos à equipa B. Ontem, por exemplo, a B foi claramente prejudicada pelas necessidades da A", começou por explicar José Mourinho.
"Obrigar, entre aspas, o Veríssimo a tirar ao intervalo o Prioste e o João Rego prejudicou-os naquele jogo. Mas o Prioste e o João Rego vão estar no banco amanhã [quarta-feira] e eu não os poderia fazer jogar 90 minutos. Neste tipo de colaboração nasce a prevenção aos problemas. Sem reinventar, espero eu, se as coisas ficarem por aqui. É um mês com tantos jogos. Às vezes há um jogador que está lesionado duas semanas e não joga dois jogos. Neste caso, um jogador que não esteja duas semanas, não joga seis jogos. Não é fácil, mas vamos embora", acrescentou, realçando que "jogar na Liga 2 é muito bom para o desenvolvimento dos jogadores".
Mourinho abordou ainda o reencontro com o Braga. "As vossas perceções de fora, que são legítimas, muitas das vezes não são coisas que os treinadores quiseram que acontecesse. Por vezes os jogos vão em direções que os treinadores não querem. Não acredito que o Braga a ganhar 2-1 ao intervalo tenha entrado na segunda parte a dizer 'ok, vamos defender porque estamos a ganhar 2-1'. Não acredito de todo. Mas quem visse a segunda parte podia pensar. Da mesma maneira que se alguém disser que o Benfica depois de fazer o 1-0, sem ter feito muito até aquele momento para fazer um golo, tentou simplesmente defender até ao final do primeiro tempo, é errado. Não é um jogo a pontos, tem de acabar com um vencedor. Do que conheço da equipa do Braga, não acredito que o Carlos [Vicens] vá ali pensar 'vamos aguentar até ao minuto 90 e depois os penáltis são uma lotaria'. Tem tudo para ser um bom jogo".
Já o despedimento de Ruben Amorim do Manhcester United também foi tema. "Não percebo porque motivo a saída do Ruben é fator de pressão para os treinadores em Portugal. Para mim não. Não sinto dessa forma. A minha carreira no Manchester United conheço bem, o motivo para eu ter saído também. Como eu sempre faço, ou tento, quando saio de um clube fecham a porta e depois não faço comentários e não analiso externamente o que aconteceu. Fecha-se uma e abre outra. A história e os números ficaram lá. As três medalhas que ganhei vieram para cá. A situação do que se passou com o Ruben, só o Ruben poderá analisar. Conhecendo bem como o conheço, acredito que o fará. Ele e o seu staff, só depois convosco", referiu.

