
José Mourinho ainda não desistiu do apuramento para o play-off da Champions
Foto: AFP
Treinador do Benfica, José Mourinho, considera que as águias não mereciam sair de mãos a abanar no embate com a Juventus.
Na reação ao desaire em Turim, José Mourinho afirmou que o Benfica fez o suficiente para sair com pontos do embate com a Juventus.
"No futebol, ganha quem marca e há mil exemplos de equipas que fazem pouco para ganhar e ganham. Hoje fizemos muito para ganhar, com as nossas limitações, fizemos um jogo forte, mas nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo, partir a baliza, atacá-la com tudo. Tivemos algumas grandes oportunidades, outras que considero meia oportunidade, em que chegas a uma zona de finalização, com um passe a mais, outro a menos... No início da segunda parte foi quando essas ocasiões se acumulavam. Eu, atrás da minha experiência e olfato apurado, comentava com os meus companheiros que estávamos a por-nos a jeito para 'comermos' um golo", referiu o técnico das águias.
"Depois, o banco deles é poderoso. Nós, obviamente, temos um banco diferente. Se o penálti entra... mas estamos outra vez no 'se, se'. Zero críticas ao Pavlidis, que trabalha imenso para a equipa, mas a equipa precisava de um golo para reentrar no jogo novamente. O Benfica fez para muito mais, mas no pragmatismo do resultado, perdemos", acrescentou.
"Se a equipa deu a cara? Sem dúvida. Por estarem a crescer é que também estão a jogar. Obviamente que também temos algumas lesões. Mas também há dores de crescimento. O McKennie apareceu uma vez na frente do guarda-redes e fez golo. A este nível é mais complicado, precisas de jogadores de corpo inteiro, com estaleca. Quando falei antes do jogo disse que o jogo seria dividido. A Juventus esteve em dificuldades, mas uma equipa italiana que depois começa a ganhar, é difícil. Depois, vi jogadores como o Barreiro e o Aursnes que têm jogado 90 minutos em praticamente todos os jogos, a fazerem um esforço extraordinário. Falei destes dois, mas poderia falar de muitos mais", referiu Mourinho, à SportTV.
Sobre as contas do apuramento para o play-off, o treinador do Benfica não deita a toalha ao chão. "Enquanto não nos disserem objetivamente e matematicamente que nove pontos não chegam, nós vamos acreditar. No Benfica, não são os objetivos que definem os níveis de motivação, de profissionalismo. Vamos com tudo até ao fim. E os jogadores, ao longo da época, se podem ter tido jogos de sair com a cabeça baixa e a exigirem mais da sua parte, neste caso, o que nos aconteceu no Porto e hoje, em termos de coragem, de qualidade, os jogadores têm de sair daqui valorizados. Temos de transformar a tristeza em motivação com base na confiança com que sais do jogo. Até aos últimos 20 metros do jogo, fomos muito competentes e corajosos, mas depois, é como eu disse: temos de partir a baliza", concluiu

