Reinaldo Teixeira: "Não ouvi nenhum dos presidentes a criticar mas estamos num país democrático"

Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal
Foto: Estela Silva/Lusa
Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, lamentou a morte de um adepto, fez uma análise à final four da Taça da Liga e informou que há o sentimento para que a competição no futuro seja para todas as sociedades desportivas. "Vai acontecer, não sei se breve".
Reinaldo Teixeira, presidente da Liga Portugal, começou por lamentar o falecimento de um adepto do Braga. "Sentiu-se mal, foi para o hospital e as indicações não são as melhores. Queria lamentar. Sei que foi assistido, mas pelo que me chegou terá vindo a notícia mais triste: faleceu. Os meus sentimentos para a família, para os amigos e para o clube que representava".
De seguida, o dirigente começou por enaltecer o espetáculo. "Esta festa foi bonita, um hino ao futebol. A Taça da Liga ficou marcada por esta grande festa, do início ao fim. Até com o penálti no final. Estiveram cá 150 jornalistas, foi transmitida para cerca de 73 países, o que prova bem a dimensão desta competição. Foi um momento de alegria. As três equipas colaboraram. E as bancadas, menos uma ou outra com uma mensagem menos agradável. É isto que o futebol precisa, alegria, motivação e jogo com emoção. O Braga a fazer o túnel de honra para o Vitória e o Vitória para o Braga", destacou.
O dirigente comentou de seguida o futuro da prova. "Temos mais um ano de acordo com o nosso patrocinador. Promete porque temos tido nestas semanas muitos municípios a querer levar para lá a final four. O futuro da competição está garantido. Está, neste momento, um grupo de trabalho a avaliar qual o modelo que devemos replicar e quando o iniciar. Tudo indica que há um sentimento que se quer que seja uma Taça da Liga para todas as sociedades desportivas, mantendo o modelo de final four. Vai acontecer, não sei se breve", referiu.
O presidente da Liga Portugal disse ainda que "ficou bem provada a força de Vitória de Guimarães e Braga" e comentou as críticas de António Salvador à arbitragem.
"Por acaso não ouvi, esteve ao meu lado durante toda a competição. Não ouvi nenhum dos presidentes a criticar, mas estamos num país democrático e as pessoas têm as suas opiniões. Mas, como digo, não ouvi criticar. Pelo contrário, uma cordialidade entre os presidentes, fair play, e é isso que queremos elogiar. Quanto à arbitragem, tem os seus observadores, quem gere. Queremos que corra pelo melhor e seremos sempre parte da solução para que corra pelo melhor", disse, evitando dar conselhos aos presidentes dos clubes.
"É difícil. Nem para mim consigo dar. Críticas? Em tudo na vida, quando se decide há críticas. Eu não quero errar, mas erro. Não acredito que um jogador queira errar. Quando se erra temos de assumir, Às vezes há interpretações de lances que digo que errou e outro diz que não errou. No fundo, é essa divergência de opiniões, mas também com alguma tolerância. Queria focar nisto, acho que foi uma festa muito bonita e as três equipas estiveram muito bem", considerou
No seguimento, o dirigente mencionou que não há "nenhum convite do estrangeiro" e do que se pode fazer para atrair mais pessoas para os jogos.
"Dizia que mais gente não cabia. Faremos de tudo para ter mais gente. Se o jogo fosse num estádio maior, os senhores nem imaginam a procura e afluência à bilhética que existiu. Temos o maior respeito pelos adeptos. Pelo que sei, lamentam que a competição que não seja para todas as sociedades desportivas. O que é a nossa intenção e vai ao encontro dos adeptos. Também terão falado em valores da bilhética. Pelo que sei, nas meias-finais o máximo foi 25 e na final 30 euros, que é menos de metade do preço médio dos jogos a nível das competições nacionais. Temos o maior respeito pelos adeptos", concluiu

