Trubin entra na história da Champions, tem um "fraquinho" pelo Real Madrid e também é conhecido por Courtois

Trubin deixou os colegas em euforia depois de ter feito o 4-2
AFP
Trubin estreou-se na Liga dos Campeões ao serviço do Shakthar Donetsk e com uma vitória sobre o Real Madrid, em Espanha, por 3-2. Tinha 19 anos. Na quarta-feira, o guarda-redes marcou um golo aos espanhóis e bateu Courtois que no final do jogo até lhe deu os parabéns.
A noite de gala do Benfica frente ao Real Madrid, com um triunfo por 4-2 e a passagem ao play-off da Liga dos Campeões, coloca Trubin como uma das figuras do jogo. No período de compensação, o guarda-redes ucraniano subiu à área contrária e correspondeu bem a um livre de Aursens, ao cabecear para o fundo da baliza e selar o apuramento das águias, beneficiando também de uma complexa conjugação de resultados nos outros jogos.
O momento colocou Trubin como o quinto guarda-redes da história a marcar na Liga dos Campeões, igualando Provedel (Lazio), Enyeama (Telavive), Bolat (Standard Liège) e Butt (Bayern Munique), este com a particularidade de ter marcado por três vezes. O ucraniano tornou-se ainda no primeiro guarda-redes do Benfica a fazer um golo e logo num momento especial num jogo épico, em que a equipa esteve a perder por 0-1 mas deu a volta e numa mais ficou em situação de inferioridade numérica no marcador.
Curiosamente, a história do guarda-redes está ligada ao Real Madrid, depois de ter feito a estreia na Liga dos Campeões pelo Shakhtar Donetsk no Santiago Bernabéu e logo com uma vitória por 3-2, na época 2020/21 e sob a orientação do treinador português Luís Castro. A equipa ucraniana chegou ao intervalo a vencer por 3-0, Trubin sofreu dois golos na segunda parte, mas fez um punhado de boas defesas que lhe confirmaram todo o valor num jovem de apenas 19 anos.
"Honestamente, foi muito assustador. Só queria que o jogo acabasse o mais rápido possível. Queria muito não perder na minha estreia, mas sobretudo quando sofri os dois golos no segundo tempo tudo que eu queria era que aquilo terminasse o mais rápido possível", afirmou, na altura. Nesse período, havia quem lhe chamasse de Courtois, o mesmo guarda-redes que o ucraniano bateu no jogo de quarta-feira, por ter uma estampa física semelhante à do internacional belga. "Eu no início comparava-o com o Courtois e muitos jogadores chamavam-lhe Courtois. Sobretudo o Taison. Curiosamente no fim do jogo em Madrid, o Courtois esperou por ele e trocaram a camisola", contou, ao Maisfutebol, António Ferreira, antigo treinador de guarda-redes do Shakhtar Donetsk.
Curiosamente, no final do jogo com o Real Madrid, depois de Trubin ter sido abafado pelos colegas no momento dos festejos, o guarda-redes belga foi ao centro do relvado para o cumprimentar e dar-lhe um abraço. Não escondeu o sorriso. Sabe que sofreu um golo especial frente a alguém que também olha para o Real Madrid com um brilho nos olhos. Não é assim, Trubin?

