
Guarda-redes do Shakhtar perdeu o irmão na guerra entre a Rússia e a Ucrânia
Foto: Axel Heimken / AFP
Várias adaptações permitiram que o campeonato se mantivesse em atividade e até a pandemia ajudou.
A poucos dias de F. C. Porto e Shakhtar Donetsk se voltarem a cruzar para decidir a passagem aos oitavos de final da Liga dos Campeões e encerrarem o Grupo H, o JN foi perceber de que forma o futebol ucraniano tem resistido fora das trincheiras. Quase dois anos depois do início do conflito, graças a algumas “adaptações” que a federação ucraniana implementou, o futebol é das poucas coisas que teima em lutar contra a “anormalidade”. No início, perceber se fazia sentido manter o campeonato em atividade, com todos os riscos que isso podia implicar, foi uma das questões que se levantaram. No meio de tantas vidas interrompidas, ou alteradas, completamente desviadas dos seus caminhos, do dia para a noite, muito se pôs em causa, mas o futebol tem resistido. “Chegou-se à conclusão de que o futebol devia continuar para tentarmos manter a normalidade, até porque ninguém faz ideia quando é que isto vai acabar. Claro que há coisas mais importantes que o futebol, mas a verdade é tem-nos ajudado a tirar a cabeça das notícias da frente do conflito”, explicou ao JN Iryna Koziupa, jornalista ucraniana do “Tribuna.com”.
