Vitinha: "Gosto muito de ter a bola nos pés e sentir que o jogo passa por mim"

Vitinha destacou ainda Iniesta e Modric como referências no mundo do futebol
Foto: Karim Jaafar/AFP
Vitinha, internacional português, concedeu uma entrevista ao jornal espanhol "Marca" para falar sobre a temporada no PSG, as referências a Iniesta e Modric, o que mais gosta de fazer dentro do campo e até as aspirações para o Mundial 2026. "Temos uma seleção muito boa e somos um dos candidatos, embora também haja outras seleções muito boas", referiu.
Depois de uma temporada repleta de sucesso, títulos coletivos e várias distinções individuais, Vitinha não tem dúvidas que a última época desportiva roçou a perfeição.
"Podemos dizer que não conseguimos ganhar o Mundial de Clubes, mas a verdade é que estávamos lá no momento decisivo, uma vez mais, depois de fazer um grande torneio e que não ganhámos por pouco. E também porque o Chelsea foi melhor, há que dizê-lo. Mas 2025 foi um ano perfeito ou quase, e estou muito feliz por ter feito uma temporada tão boa com toda a equipa. Agora há que continuar por mais e, se pudermos, melhorar esses seis títulos", referiu numa entrevista ao jornal espanhol "Marca", depois de ter sido eleito melhor médio nos prémios "The Best".
Entre todos os títulos, a conquista da Liga dos Campeões teve um sabor especial. "O mais importante foi a Champions. É verdade que ganhar um título como a Liga das Nações com a seleção de Portugal também é muito importante e tem um significado diferente, um simbolismo distinto. Mas ganhar uma Champions é o sonho de todos os jogadores, e poder ter conseguido isso em Paris, onde esperavam tanto, e oferecê-lo aos adeptos foi algo magnífico, uma lembrança que vou guardar para toda a vida. Foi incrível", atirou, antes de realçar que a chave para o sucesso passa pelo coletivo.
"Nós colocamos o coletivo acima de tudo e, quando fazemos isso, vem o reconhecimento das individualidades. Mas primeiro está a equipa, como disse no meu discurso ao receber o prémio Globe Soccer. Eu concentro-me e preparo-me para isso, jogo para a equipa, faço sempre o que acho melhor para que a minha equipa ganhe jogos e títulos. E depois vêm estes prémios, naturalmente", afirmou.
O internacional português reforçou a ideia do coletivo, destacando que não há indispensáveis, abordou o reconhecimento do mundo do futebol e disse algo que não pode faltar para Luis Enrique: "O compromisso. Nesse aspeto, ninguém pode falhar com ele".
Iniesta e Modric são as referências
Numa posição do campo onde se pensa e liga muito o jogo, dois grandes ases da história do futebol acabam por ser compreensivelmente modelos a seguir para o antigo jogador do F. C. Porto. "Quem mais me inspirou foi o Iniesta, o Andrés sempre foi a minha grande referência. E depois o Luka Modric, claro. Esses dois sempre foram as minhas grandes referências", disse.
Sobre o que mais aprecia no futebol, Vitinha explicou: "Gosto muito de ter a bola nos pés e sentir que o jogo passa por mim. É o que tento fazer sempre. Gerir o jogo, saber quando acelerar, quando fazer uma pausa, quando atacar, quando convém ter a bola e aguentar, é isso que mais gosto de fazer. É claro que marcar golos é sempre algo especial, mas prefiro isso".
Por fim, quando desafiado, Vitinha falou das hipóteses da seleção portuguesa em vencer o Mundial e voltou ainda os olhos para os próximos compromissos do PSG. "Claro que sim! Em Portugal temos uma seleção muito boa e somos um dos candidatos, embora também haja outras seleções muito boas entre as aspirantes. De todas as formas, temos de tentar ganhar tudo outra vez com o PSG, temos de tentar e continuar a crescer e a melhorar todos os dias. E tentar ganhar o Mundial. Na seleção, os meus companheiros também se sentem capazes de repetir uma temporada tão inesquecível como esta, claro. Sabemos que é muito, muito difícil, mas se continuarmos no mesmo caminho e não nos esquecermos do que nos levou ao êxito, vamos tentar repeti-lo", referiu.
"Depois, há muitas condicionantes e detalhes para conseguirmos ou não. Este ano tivemos muita capacidade de trabalho, muita mesmo, e isso tem muito mérito, mas tenho claro de que também tivemos sorte nos momentos decisivos, e fará falta tê-la outra vez. Mas para ter sorte é preciso trabalhar e no PSG vamos trabalhar novamente para conseguir isso", completou.

