William Gomes: "O Mundial foi a minha mudança de mentalidade, um ponto de viragem"

William Gomes reforçou o F. C. Porto em janeiro de 2025
Foto: Miguel Pereira
William Gomes, extremo do F. C. Porto, concedeu uma entrevista à revista "Dragões" na qual recordou o caminho trilhado desde que chegou aos azuis e brancos.
William Gomes chegou há um ano ao F. C. Porto, apanhou uma fase complicada, com poucos minutos, mas no virar da página encontrou espaço e tem mostrado ser fundamental nas opções de Francesco Farioli. Ao todo, são já 40 jogos, nove golos e uma assistência.
Numa retrospetiva, o extremo brasileiro, de 19 anos, olhou para o início do percurso, como se deu o interesse dos dragões e um negócio que os adeptos do São Paulo até hoje ainda consideram curto e que apesar de tudo salvargudou uma mais-valia para o emblema brasileiro.
"É verdade, recebo muitas mensagens no Instagram a falar sobre isso, mas é bom que o São Paulo tenha ficado com 20%, porque eu vou ajudá-los, que estão a precisar", referiu aos meios oficiais do F. C. Porto, lembrando, mais à frente, o período de adaptação.
"Quando cheguei, o Pepê e o Otávio ajudaram-me bastante, acolheram-me bem. Eles eram os dois brasileiros que estavam cá, além do Samuel Portugal. Conversavam muito comigo e ajudaram-me bastante, principalmente o Pepê", contou, debitando um pouco mais sobre a amizade com o compatriota.
"Claro, ficámos íntimos nos primeiros meses e quando fomos para o Mundial de Clubes começámos a andar todos os dias juntos, a fazer tudo juntos. Na pré-época, com o mister Farioli, já nos ajudávamos bastante, ele aconselhava-me muito e eu aconselhava-o do jeito que sabia e podia, porque sabia que a última temporada dele tinha sido bastante difícil. Então eu tentava transmitir-lhe alguma alegria, porque ele alegre é isso aí que está a fazer, a jogar bem, a jogar muito. Acho que os adeptos sabem um pouco do que é o nosso dia-a-dia. Ele está sempre a brincar comigo e eu estou sempre a brincar com ele. Às vezes ele é chato, mas gente boa", atirou.
A estreia foi contra o Sporting, no Dragão, num contacto que definiu como "especial". Depois desse empate resgatado ao cair do pano, houve a derrota pesada contra o Benfica e a pressão dos adeptos, que considerou válida.
"Estávamos a tentar lutar, só que as coisas não estavam a acontecer. As cobranças geralmente são necessárias e nós sentimos muito aquela derrota, porque era um clássico e ninguém gosta de perder um clássico por 4-1 em casa", recordou, referindo ainda como era jogar sobre a instrução de Anselmi.
"No início foi bastante difícil para mim, porque eu estava a fazer duas posições, que eu não estava totalmente desabituado, que era a lateral esquerdo, a ala esquerdo, e também a jogar um pouco por dentro, de costas. Creio que no Mundial de Clubes as coisas não estavam a correr bem e o Anselmi teve de mudar a tática. Eu já estava a ir bem, a treinar bem e ele veio conversar comigo e disse-me que queria utilizar-me na ponta esquerda. Acho que ali, no Mundial, foi a minha mudança de mentalidade, um ponto de viragem", afirmou.

