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F. C. Porto - Sporting

Dragão sem rasgo de génio falha aproximação ao líder

Dragão sem rasgo de génio falha aproximação ao líder

Esperava-se mais do F. C. Porto, que precisava de vencer para colocar pressão no Sporting, mas a equipa portista sentiu dificuldades em contrariar o plano do líder.

Um clássico em branco é algo que não seduz os amantes da bola, mas os empates têm dois sabores e este teve um sabor amargo para o F. C. Porto, que continua a 10 pontos do líder e hoje pode ser ultrapassado pelo Braga, que defronta o Nacional, e um sabor doce para o Sporting, que sai incólume de um terreno tradicionalmente difícil e segue invicto na Liga. Foi mais um teste para a equipa e estratégia de Rúben Amorim e, na verdade, apesar de toda a gente perceber como joga o Sporting, como foi reconhecido pelos técnicos na antevisão, também não foi o F. C. Porto que encontrou a fórmula mágica para tombar um leão que respira saúde e, se quisermos, joga com alma de campeão.

O F. C. Porto teve compromisso, os jogadores quiseram, mas faltou algum atrevimento, inclusive a Sérgio Conceição, que demorou a introduzir peças novas, acabando por fazer apenas três alterações. Este dragão está a pagar a fatura de gostar (e bem!) de andar em todas as frentes e essa fadiga notou-se ainda mais na segunda parte (exemplo evidente Marega!), quando se exigia uma dinâmica e intensidade bem maior para causar desconforto a um Sporting que esteve sempre seguro com o trio de centrais composto por Gonçalo Inácio, Coates e Feddal.

A formação leonina levou sempre o jogo para onde lhe convinha, dando-se ao luxo de querer sair a jogar na primeira fase de construção. O F. C. Porto pressionou sempre à saída e o jogo acabava por ficar afunilado nas alas, resultando, invariavelmente, em lançamentos de linha lateral e faltinhas e mais faltinhas. Passou-se assim a primeira parte sem ocasiões ou rasgos de génios, com Adán a limitar-se apenas a antecipar-se a Marega numa ou noutra situação.

O registo mantém-se na segunda parte, com o F. C. Porto a dominar e o Sporting a controlar, mas, finalmente, apareceram as ocasiões, a primeira num remate de Zaidu (47m). O dragão apelou ao caráter e teve duas chances flagrantes para desatar o nó, mas, desta vez, Taremi falhou o alvo. O iraniano atrapalhou-se no coração da área, depois do cruzamento de Corona (57) e, mais tarde, após excelente jogada de Manafá, atirou por cima da baliza (76).

Antes, Matheus Nunes, numa grande arrancada, ficou na cara de Marchesín, mas, pressionado, também rematou por cima. Espremido, foram estas as verdadeiras oportunidades de um clássico que não deixa razões para ser recordado.

Veja o resumo do jogo:

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