F. C. Porto

Fábio Vieira com a vacina para o surto de heroísmo

Fábio Vieira com a vacina para o surto de heroísmo

Médio sai do banco para selar a presença dos dragões nas meias-finais da Taça, onde encontram o Sporting. Vizela, a contas com a covid-19, deu tudo o que podia

Glória aos vencedores, toda a honra do mundo aos vencidos. A expressão adaptada é perfeita para pintar o duelo que permitiu à equipa azul e branca selar a presença nas meias-finais da Taça de Portugal, onde vai ter uma eliminatória a duas mãos com o Sporting, enquanto Álvaro Pacheco se pode orgulhar, e muito, do grupo de trabalho que tem nas mãos. Apesar do surto de covid-19 que, aliado às lesões, lhe tirou qualquer coisa como 15 jogadores, o técnico viu o Vizela vender cara a derrota e sai de cabeça bem erguida da prova rainha.

O onze minhoto até pode ter sido remendado - a título de exemplo, a dupla de centrais foi formada por dois defesas esquerdos -, o banco estar cheio de jogadores sub-23 e até um júnior, mas da fraqueza nasceu a força que obrigou o F. C. Porto a dar tudo para seguir em frente na Taça. E a tarefa dos dragões até podia parecer simples, sobretudo depois de Uribe abrir o marcador, logo aos oito minutos, com um disparo de primeira, após canto.

Mas em Vizela vive uma equipa de coragem e foi de peito feito que Guzzo ameaçou o empate que Cassiano haveria de concretizar, aos 24 minutos, com um chapéu perfeito sobre Marchesín, após assistência açucarada de Schettine. Os dragões usavam e abusavam do corredor central e só perto do intervalo voltaram a ameaçar, por duas vezes, mas sem sucesso.

Conceição não gostava do que via e, para a segunda parte, tirou Taremi e Corona, que se deve ter despedido do clube (ver página seguinte), e lançou Pepê para defesa direito e Fábio Vieira para pôr ordem no ataque. Evanilson acertou na base do poste logo a abrir, mas o Vizela também podia ter marcado, não fosse o voo de Marchesín a travar Zag.

O médio estaria em destaque pouco depois, mas pela negativa. Mão tão óbvia como escusada na área e Fábio Vieira a transformar o penálti no 1-2, antes de mais uma grande defesa do guarda-redes portista - a remate de Igor Julião - e do golo da ordem de Evanilson, que marcou em todos os jogos e é o artilheiro da Taça.

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