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Fernando Gomes: "Estamos numa situação financeira estável"

Fernando Gomes: "Estamos numa situação financeira estável"

O administrador da SAD do F. C. Porto fez, esta terça-feira, uma espécie de balanço de final de temporada, revelando que o apuramento direto para a Liga dos Campeões, o sucesso do empréstimo obrigacionista que está no mercado e os negócios já alinhavados para o próximo defeso tornam a situação dos dragões bem mais tranquila.

Fernando Gomes começou por referir que a oferta pública de obrigações 2021-23 está a decorrer "acima do expectável". "O F. C. Porto pretendia subscrever 35 milhões de euros. Tínhamos um [empréstimo] que vencia, pagámos com recursos próprios e íamos ao mercado para repor esses 35 milhões de euros. Com os números do fecho de mercado de ontem, já ultrapassámos em muito o objetivo: foram subscritos 48,2 milhões de euros", revelou o dirigente.

"Do ponto de vista financeiro, estamos estáveis e tranquilos", acrescentou, revelando os motivos para a situação mais desafogada: "A Liga dos Campeões, mais o empréstimo, mais a venda de direitos desportivos de jogadores, que também está a correr bem - para atingirmos a nossa saída do fair-play financeiro, bastava a venda do Danilo ao PSG; que teria de ficar em primeiro ou segundo lugar da liga francesa, o que deve acontecer, e o Vitinha ao Wolverhampton, se o clube ficasse na Liga inglesa, o que vai acontecer".

Estes dois negócios devem render qualquer coisa como 36 milhões de euros (16 de Danilo e 20 de Vitinha), confirmou Fernando Gomes, antes de voltar ao empréstimo obrigacionista para explicar o que acontecerá se o novo objetivo não for atingido.

"Hoje devemos ultrapassar os 50 milhões de euros e temos todas as condições para chegar aos 70. Se não acontecer, a diferença será reposta pelos meios financeiros do F. C. Porto. Se forem atingidos, termina a nossa procura no mercado. Vamos supor que só chegamos aos 60. O F. C. Porto, através dos seus recursos normais, compensará esta falta de receita. Poderemos ir fazer uma nova emissão obrigacionista, mas para já isto está fora de questão", garantiu Fernando Gomes, lembrando que esta quarta-feira haverá mais dinheiro no mercado.

"O Governo, para financiar o Estado, emite obrigações do Tesouro e há um título muito procurado: os OTRV, que dão 2,2% de taxa. Amanhã [quarta-feira] vão entrar no mercado 750 milhões de euros de reembolsos. Ou seja, de repente o mercado fica com excesso de liquidez. O F. C. Porto está a procurar sensibilizar os pequenos e médios investidores para poderem aplicar parte desses rendimentos: não à taxa de 2,2% que paga o Estado, mas a 4,75% que paga o F. C. Porto", finalizou o administrador financeiro.

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