Votação

Bruno de Carvalho destituído da presidência do Sporting

Bruno de Carvalho destituído da presidência do Sporting

Os resultados oficiais da Assembleia Geral do Sporting, alcançados ao início da madrugada deste domingo, confirmam a derrota de Bruno de Carvalho.

A favor da saída votaram 71,36% dos sócios, perante os 28,64% que optaram pela não destituição. No total, votaram 14.735 sócios.

Agora, o presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Jaime Marta Soares, irá marcar eleições para o próximo dia 8 de setembro.

Os sportinguistas aceitaram o repto e deslocaram-se em massa à Assembleia-Geral. Terão votado cerca de 15 mil associados. Apesar do ruído e tensão causados pelos apoiantes do atual presidente, que se mantiveram firmes no local até ao fecho das urnas, a verdade é que terá sido a maioria silenciosa, aqueles associados mais antigos que lá se deslocaram (votaram e saíram), a motivar a mudança de planos de Bruno de Carvalho que, depois de garantir que não estaria presente na AG, acabou por aparecer no local, tendo apanhado de surpresa até as próprias forças policiais. Tal como o presidente, que entrou no recinto por uma porta secundária, também os restantes elementos do Conselho Diretivo do Sporting se deslocaram ao local.

A forte adesão dos sócios leoninos abria espaço a uma leitura de eventual mudança e, depois de 24 posts no Facebook publicados durante o dia, Bruno de Carvalho, talvez alarmado pela tendência de voto que se ia verificando, embora já sem a possibilidade de falar aos associados, surgiu nas urnas e foi ovacionado pelos sócios presentes. O dirigente acabou por ficar dentro das instalações, mesmo depois do fecho da votação, altura em que a PSP reforçou a presença naquela área para garantir a segurança de todos. Já perto da meia-noite, responsáveis da Polícia de Segurança Pública garantiram que não se registaram incidentes de maior, além do ocorrido durante a tarde.

Durante os discursos de vozes da oposição a Bruno de Carvalho, houve mesmo uma tentativa de agressão a Álvaro Sobrinho, que, tal como José Eduardo, deslocou-se à AG acompanhado por seguranças privados. "Não chegou a haver agressão. Ia para a fila votar quando isso aconteceu. Tive de sair por questões de segurança. Acharam que não devia manter-me na fila, não havia condições", explicou o presidente da Holdimo.