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Jorge Jesus: "Cavani? O presidente está a fazer de tudo para que aconteça"

Jorge Jesus: "Cavani? O presidente está a fazer de tudo para que aconteça"

O treinador do Benfica afirmou, este sábado, que há "jogadores que ainda não chegaram" e comentou as chegadas de Gilberto e Helton Leite. Sobre Cavani, Luís Filipe Vieira está a fazer os possíveis para que uruguaio vista a camisola das águias.

Jorge Jesus está de regresso a uma casa que conhece bem e já começou a trabalhar no plantel para a próxima época. Quase uma semana depois de ser apresentado, o treinador do Benfica garantiu já existirem alguns nomes com quem não vai contar.

"Esta é uma casa onde estive durante seis anos. Quando começo uma pré-época, gosto de tentar conhecer melhor os jogadores e ter ideias mais fixas. Uma coisa é conheceres o plantel de fora, outra é conheceres trabalhando com eles. Há jogadores que ainda não chegaram e também há jogadores que já cá estão e que não vão continuar. Não tenho receio de assumir e dizer-lhes que terão de procurar outro projeto, mas primeiro quero trabalhar com eles. É claro que já existem alguns nomes", começou por dizer em entrevista à BTV.

O técnico comentou, ainda a chegada dos dois reforços anunciados este sábado: Gilberto e Helton Leite. O defesa e o guarda-redes brasileiros assinaram até 2025 e são as primeiras chegadas na nova era de Jorge Jesus.

"O Gilberto, tentei contratá-lo antes para o Flamengo. Não houve acordo com o Fluminense. Tecnicamente é evoluído, mas não é jogador que possa ser visto como superior tecnicamente, É competitivo, sempre muito forte durante os 90 minutos. É melhor ofensivamente, faz golos, tem defeitos técnicos mas vou ajudá-lo a melhorar. Vai disputar o lugar com André Almeida. Quanto ao Helton, não conheço muito, e o Vlachodimos conheço porque vi jogos do Benfica, que dão no Brasil. Queremos ter mais do que um bom guarda-redes", acrescentou.

"Nunca tive nenhuma afirmação que pudesse pôr em dúvida o meu respeito e gratidão ao Benfica"

Depois de seis épocas ao serviço do Benfica - o técnico orientou a equipa encarnada de 2009 a 2015 - Jorge Jesus foi para o Sporting. Uma decisão que trouxe algumas "guerras", agora ultrapassadas.

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"Nunca tive nenhuma afirmação que pudesse pôr em dúvida o meu respeito e gratidão que tive no Benfica. Eu fui para outro rival. Tenho de fazer o meu trabalho como profissional. Não houve nenhum presidente que trabalhasse seis anos comigo, não houve nenhum presidente que entrasse em minha casa, só o presidente do Benfica é que entra em minha casa. Depois da minha saída ele foi em defesa dos interesses do Benfica e bem. Não me arrependo. Dificilmente vou acabar a minha carreira no Benfica. Não penso em acabar a minha carreira no Benfica. Posso acabar, ninguém sabe. O presidente ofereceu quatro anos, eu não quis. Só quis dois. Até só queria um. Aceitei este desafio, queria voltar ao Benfica e a Portugal e a pandemia mudou muita coisa", explicou, salientando que evoluiu muito no Brasil e que, agora, olha para a carreira de uma forma "diferente".

"Valorizei-me muito como treinador. Olho para a carreira de treinador de modo diferente. Na Arábia Saudita aprendi que tinha de passar valores. Fora do campo não me calo, mas houve uma troca de gestos com um árbitro e fui chamado por um comité. E disseram-me que tinha sido contratado para ser uma referência do futebol saudita e se não fosse assim ia para casa. Eles têm razão. Não vale tudo para ganhar. No Brasil aprendi que tenho paixão pelo futebol. Foram grandes dirigentes, fez-me não só mais compreensivo como mais treinador. O estilo e a adrenalina não me vão mudar no banco. Só mudo quando morrer".

"Claro que quero o Cavani no Benfica"

O nome de Edinson Cavani tem estado ligado às águias e Luís Filipe Vieira está a fazer os possíveis para contratar o experiente avançado de 33 anos. O uruguaio é um jogador livre depois de ter terminado contrato com o PSG, clube que representou durante sete épocas. E Jorge Jesus não esconde que gostava de o ter no Benfica.

"O Cavani não precisa que o Jorge Jesus ligue para ele. Deve ter várias possibilidades de mercado. E deve estar a pensar no que é melhor para ele. Claro que quero o Cavani no Benfica e no futebol português, mas já se falava nele antes de vir. O presidente está a fazer tudo para que isso aconteça. Temos dificuldade em competir financeiramente com outras equipas. Se Benfica, Sporting e F. C. Porto pudessem competir financeiramente já tínhamos ganho a Champions.", considerou o técnico.

Jorge Jesus confirmou, ainda, que telefonou a Cebolinha mas que não impediu o atleta de jogar.

"Liguei-lhe por ser importante para o Benfica. É titular da seleção do Brasil, que não deixa dúvidas. Foi titular na Copa América, tinha o Everton e outra equipa alemã e tentei convencê-lo. É um grande clube com um projeto europeu, para atacar a Champions e outras provas europeias. Nunca falei para não jogar. Ele quando chegar a Portugal pode dizer isso. A atitude dele deixa-me satisfeito: foi ter com o treinador e disse querer jogar na final. Nestas transferências, vendedor e comprador temem lesões. Defendem o jogador para não jogar. O Renato Gaúcho não morre de amores por mim, perdeu três jogos contra mim. O Grémio é uma equipa grande e não tem só o Cebolinha. Nós acreditamos que vai valorizar-se muito mais. Está no centro da Europa e todos os observadores vêm a Portugal", afirmou.

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