F.C. Porto

Pinto da Costa: "Tínhamos acordos para vender jogadores por 147 milhões"

Pinto da Costa: "Tínhamos acordos para vender jogadores por 147 milhões"

O presidente do F. C. Porto explicou, esta terça-feira, a razão de Herrera e Brahimi terem saído a custo zero da equipa azul e branca. Segundo o líder dos dragões, o mexicano pediu mais de seis milhões de euros para renovar.

"Os dois candidatos têm a cassete do 'não deixam sair jogadores a custo zero'. Dois anos antes, o Herrera era o patinho feio, era um jogador nada estimado, por causa do erro que cometeu frente ao Benfica no Estádio do Dragão. Mal conseguia sair de casa. Depois, chegou o Sérgio Conceição. Ele recuperou o Herrera", começou por dizer Pinto da Costa em entrevista ao Porto Canal, acrescentando que o valor pedido pelo mexicano para renovar era demasiado alto.

"Tentámos renovar. O Herrera pediu 6,2 milhões de euros. Acha que o F. C. Porto pode ter jogadores a esse nível salarial? Impossível. Tentámos tudo para que baixasse, Tentamos negociá-lo com outros clubes, mas nesse ano ninguém estava interessado nele. Ele continuou a exigir os tais 6,2 milhões e nos tivemos de optar em usar ou dar os 6,2 milhões. O Brahimi foi parecido, mas não fizemos uma proposta concreta. Sabíamos através dos empresários quanto ele queria. Era impossível", explicou.

"Tínhamos acordos para vender jogadores por 147 milhões"

Relativamente à crise económica provocada pela pandemia, Pinto da Costa garantiu que o F. C. Porto já tinha negócios bem encaminhados, mas que os mesmos já não avançar devido ao surto da covid-19.

"Li partes de uma entrevista de um presidente de um clube [Luís Filipe Vieira, do Benfica] a dizer que esta pandemia o impossibilitou de vender dois jogadores por 200 milhões de euros. Nós também tínhamos. Não era por esse valor, mas tínhamos perto disso... Não vou dizer nomes, mas posso dizer que já tinha acordo de 147 milhões de euros para venda. Se o tivéssemos feito não estaríamos a falar de problemas financeiros. A diferença [para o Benfica] não é grande. Estavam feitos desde o fim do ano. Só faltava concretizar, estava tudo feito", garantiu, salientando as contratações feitas para esta época.

"A minha direção, este ano, habituou os portistas a trazer Marchesin, Nakajima, Luis Diaz e Zé Luis. Nenhum foi um falhanço. São excelentes jogadores e têm mercado, estão mais valorizados. Agora, qualquer que me peça 6,2 milhões, não renovou. O futebol português não tem essa capacidade. Rúben Neves? Na altura não era titular do F. C. Porto e saiu por 18 milhões. Era um jovem da formação. Bernardo Silva [Benfica] saiu por menos e aí foi uma excelente jogada".

Críticas aos outros candidatos

O presidente do F. C. Porto deixou ainda críticas a outros candidatos à presidência do clube azul e branco. Começou por comentar a proposta eleitoral de Nuno Lobo, que pretende criar uma equipa de futsal com um orçamento de 250 mil euros. Algo, segundo o presidente, "impossível".

"O futsal custa 250 mil euros? Para fazer frente ao Benfica e Sporting custa pelo menos 2 milhões. Isso comigo não acontecerá. Há jogadores que ganham mais de um milhão de euros. Foi o que ofereceram ao Ricardinho. No meu projeto não está duplicar as modalidades. Isso é enganar as pessoas. F. C. Porto nos próximos dois anos tem de fazer grande esforço para manter competitividade nas modalidades que tem", começou por dizer, afirmando ainda faltar experiência aos adversários.

"Ideias? Não vi muitas. Não há em nenhum deles, nem na lista de qualquer um deles - salvo os nadadores, que têm experiência - que tenha experiência do que é o F. C. Porto. São todos muito portistas, mas houve numa lista um candidato que não pagava as quotas há cinco anos. Quer dizer que há cinco anos não vai a nada do F. C. Porto, nem ao futebol sequer, senão não tinha entrado. Têm todo o direito a ser candidatos. Mas um indivíduo que chega aos 50 anos e nunca foi a uma AG do F. C. Porto, é porque não tem interesse em acompanhar o clube", concluiu.

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