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Ruben Amorim: "Nunca tive grandes esperanças que Palhinha pudesse jogar"

Ruben Amorim: "Nunca tive grandes esperanças que Palhinha pudesse jogar"

O treinador do Sporting salientou, este domingo, que o jogo com o Benfica em Alvalade "não é decisivo" e que não existem parecenças entre ele e Jorge Jesus: "somos completamente diferentes".

Sporting e Benfica têm encontro marcado, segunda-feira, no Estádio de Alvalade para o jogo grande da 16.ª jornada. Os encarnados atravessam uma fase delicada - o plantel teve um surto de covid-19 e Jorge Jesus, também infetado, não vai poder estar no banco - mas, além de considerar que o jogo "não é decisivo", Ruben Amorim vinca mesmo que não é uma derrota que tira o Benfica, que está a seis pontos dos leões, da luta pelo título.

"Nada fica decidido amanhã... Ainda nem entramos na segunda volta, há muitos jogos, muitas equipas boas. Temos o exemplo do Boavista, último adversário que tivemos, que a única vitória que tinha era contra o Benfica. Tudo pode acontecer. Se o Sporting ganhar, o Benfica perde três pontos, não tira o Benfica do título e não dá o campeonato ao Sporting. Dá-nos mais confiança. É um jogo especial mas não tirará o Benfica da rota do titulo", começou por dizer o treinador dos leões.

Sobre João Palhinha, que está fora do jogo devido à acumulação de cartões amarelos - o Sporting ainda recorreu ao Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) para reverter o quinto amarelo - Amorim garantiu que não vai esperar por qualquer decisão e que o atleta está mesmo de fora das opções.

"Não estamos preocupados, obviamente é um jogador importante, tem características muito específicas que não se encontra no plantel, mas iremos lá de outra forma. TAD? Treinei com um jogador. O Palhinha não está apto. Para mim é um dado adquirido que não vai jogar. Era incapaz de tirar um jogador da minha equipa à última da hora. Foi treinado dessa forma. Nunca tive grandes esperanças que pudesse jogar, nem para estágio vai", vincou.

Ruben Amorim trabalhou muitos anos com Jorge Jesus mas recusa que o jogo de segunda-feira seja um encontro entre "mestre e aprendiz": "Somos completamente diferentes", sublinhou. Ainda assim, o técnico não escondeu que trocou algumas impressões com Coates, durante a semana, já que o central conhece bem o treinador do Benfica dos tempos em que ele esteve em Alvalade.

"Vemos as rotinas e há coisas que ainda estão lá do tempo do Benfica de antes e até do Sporting. Atenção que temos observadores que trabalharam com ele. O Coates trabalhou com ele e partilhámos ideias durante a semana. Mas as características dos jogadores mudam a forma de jogar. Não conheço aqueles jogadores pessoalmente. Depende muito de quem jogar. No Dragão foi o Grimaldo à frente e se jogar o Cebolinha é diferente. Preparámos tudo e vamos ver a inspiração dos jogadores de cada lado", explicou.

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Por fim, Ruben Amorim não esqueceu Abel Ferreira, que sábado conquistou a Taça dos Libertadores pelo Palmeiras.

"Deveria ter começado por dar os parabéns ao Abel, excelente treinador português que não tinha nenhum título, mas tinha trabalhos que fez aqui em Portugal e na Grécia e merece realce. Isso agora torna difícil para os portugueses irem para o Brasil. Cada um que vai ganha a Libertadores. A pressão fica forte mas também não faço intenções de ir para o Brasil", afirmou num tom bem-humorado.

Sporting e Benfica defrontam-se, esta segunda-feira, em Alvalade para a 16.ª jornada da Liga. O pontapé de saída está marcado para as 21.30 horas.

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