A Grécia espera que os ministros das Finanças da zona euro, que se vão reunir, esta quinta-feira, em Bruxelas, tomem uma "decisão positiva" relativamente ao plano de ajuda ao país, afirmou o ministro grego das Finanças antes de deixar Atenas.
"Parto para Bruxelas com a esperança de que o Eurogrupo tome uma decisão positiva no que se refere ao novo plano de ajuda", declarou Evangelos Venizelos, após uma reunião de quatro horas entre o seu governo e representantes da 'troika' que terminou sem consenso sobre eventuais cortes nas pensões.
Um acordo com a 'troika' para que a Grécia receba um novo empréstimo de 130 mil milhões de euros que evite a bancarrota continua num impasse, apesar das intensas negociações que decorreram esta noite sem, porém, produzirem um consenso generalizado.
Os líderes dos partidos políticos que apoiam o governo grego -- social-democratas, conservadores e extrema-direita - discutiram durante oito horas a resposta às exigências de novas medidas de austeridade por parte da 'troika' e alcançaram um acordo em todos os pontos em cima da mesa, com a excepção das reduções das pensões.
Posteriormente, os representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia (CE) e Banco Central Europeu (BCE), que lideram a delegação da 'troika', reuniram-se com o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, e com o ministro do Trabalho, Yorgus Kutrumanis, para procurarem fechar o acordo.
Esta reunião prolongou-se por quatro horas sem produzir avanços, de acordo com os órgãos de comunicação gregos, que informaram não ter sido alcançado um consenso sobre a questão das reduções das reformas.
A reunião terminou cerca das 4 horas com Venizelos a anunciar que parte para Bruxelas para discutir a questão grega sem consenso sobre os cortes nas reformas, apelando à "responsabilidade" de todos os negociadores.
"Disso depende a permanência do país na zona euro e a identidade europeia [da Grécia]. É tempo de todos assumirem as suas responsabilidades. Não há lugar para outras considerações", afirmou o governante, salientando que "todos os assuntos menos um" foram acordados.
Segundo a rádio Real FM, a 'troika' terá dado duas semanas ao governo grego para encontrar forma de poupar 300 milhões de euros, pois, caso contrário, ordenará a implementação de reduções mais drásticas das reformas.
