Funcionários do Banco Central Europeu estão em conferência telefónica de emergência na tentativa de afastar o colapso financeiro de Itália, enquanto os países do G20 discutem formas de estabilizar os mercados depois do corte no 'rating' dos Estados Unidos.
Uma fonte não identificada disse à agência de notícias Associated Press (AP) que em causa está a possível compra na noite deste domingo de títulos do Governo italiano, mas o banco (BCE) não comenta a informação.
A agência de notícias espanhola EFE acrescenta que a discussão será também sobre a possível compra de dívida soberana espanhola.
A reunião, via telefone, surge depois de o grupo dos países do G20 ter realizado este domingo uma conferência telefónica de urgência sobre a crise da dívida na Europa e a diminuição da classificação da dívida pública dos Estados Unidos.
O G20 inclui as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia.
Entretanto, o Conselho dos Governadores do Banco Central Europeu agendou uma reunião extraordinária para este domingo às 16 horas TMG (17 horas em Lisboa) sobre a crise da dívida e a diminuição da classificação da dívida dos Estados Unidos, segundo fontes próximas do dossier citadas pela agência Dow Jones Newswires.
A Itália, que está na mira dos mercados, afirmou na sexta-feira que o BCE podia ajudá-la comprando a partir de segunda-feira títulos do Estado, mas isto não foi confirmado até agora em Frankfurt, sede do BCE.
Os líderes europeus estão a tentar evitar que a Itália seja arrastada para a mesma espiral mortífera das taxas de juro que forçou a Grécia, Irlanda e Portugal a pedirem ajuda externa.
Os representantes das 20 maiores economias mundiais também discutem este domingo a estabilidade nos mercados financeiros depois do histórico corte na avaliação da dívida soberana americana.
Entretanto, a agência de notícias japonesa Kyodo avançou que os ministros das finanças do G7 (França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, Estados Unidos da América e Canadá) concordaram em reunir-se, provavelmente para discutir o corte na avaliação da dívida dos EUA, bem como o endividamento da Europa.
A diferença entre o G7 e o G20 é que este último inclui os sete países do primeiro, bem como economias emergentes como o Brasil, a China ou a Índia.
