
Castro Almeida, ministro da Coesão Territorial
Foto: Reinaldo Rodrigues/Arquivo
Apesar dos dados positivos apresentados por um estudo desenvolvido por investigadores do ISCTE, Portugal continua na cauda da União Europeia.
As empresas em que as sociedades gestoras de capital de risco e de "venture capital" investem em Portugal geram, em média, por ano, cerca de 177 mil empregos e um volume de negócios anual de 21,7 mil milhões de euros, um valor semelhante aos apoios do Estado à banca nos últimos 15 anos. Ou seja, empregam 15 vezes mais pessoas e têm um volume de negócios 12,3 vezes superior ao da média nacional por empresa.
Estas são as conclusões do estudo "Impacto do Capital de Risco em Portugal - Emprego, Crescimento e Internacionalização", realizado pela segunda vez pelo ISCTE para a Associação Portuguesa de Capital de Risco (APCRI) e que foi esta quarta-feira de manhã apresentado publicamente, em Lisboa.
A conferência anual da APCRI, que contou na abertura com o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e com o secretário de Estado do Tesouro e das Finanças, João Silva Lopes, no encerramento, servirá para Paulo Viegas de Carvalho e Carlos Manuel Pinheiro, professores e investigadores do ISCTE, explicarem o papel estratégico das capitais de risco "como catalisador de crescimento e como instrumento de reforço da competitividade da economia portuguesa, especialmente em contextos macroeconómicos adversos".
Na cauda da Europa
Os investigadores sublinham, no entanto, que "o investimento em capital de risco em Portugal corresponde a 0,053% do PIB", um indicador que coloca Portugal na cauda da União Europeia, mas que permite antecipar o impacto muito positivo para a economia portuguesa com maior investimento.
Stephan de Moraes, presidente da APCRI, frisa que "para um Governo que colocou o crescimento económico como a primeira prioridade, é muito importante que os ministérios da Economia e das Finanças saibam, com precisão académica, que há um setor que investe capital privado nas empresas portuguesas".

