
Evolução dos indicadores de confiança foi particularmente expressiva na indústria transformadora
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O crescimento da economia no último trimestre do ano passado poderá ter abrandado, segundo o barómetro de Conjuntura Económica CIP - Confederação Empresarial de Portugal/ISEG, apontando uma evolução entre 1,8% e 1,9% para o conjunto do ano.
Num comunicado, a CIP indicou que, "apesar de a informação disponível referente ao quarto trimestre ser ainda incompleta, o barómetro de Conjuntura CIP/ISEG admite como provável uma moderação do ritmo de crescimento do PIB [Produto Interno Bruto] em cadeia face ao crescimento de 0,8% registado no 3.º trimestre".
Assim, "a combinação dessa evolução com o efeito de base do crescimento expressivo do PIB no quarto trimestre de 2024, deverá traduzir-se num abrandamento mais significativo no ritmo de crescimento homólogo", adiantou.
A concretizar-se esta expectativa, coincidirá com "a previsão da CIP e do ISEG para o conjunto do ano passado, divulgada no início de dezembro, a qual apontava para um crescimento do PIB entre 1,8% e 1,9%", destacou.
Na mesma nota, a CIP disse que, por setores de atividade, "os indicadores de confiança agregados registaram uma evolução positiva em todos os setores, com exceção do setor dos serviços".
A entidade destacou que a evolução dos indicadores de confiança foi "particularmente expressiva na indústria transformadora, tendo beneficiado principalmente da apreciação das perspetivas de produção a curto-prazo e da procura no momento atual", sendo que no setor dos serviços, o indicador de confiança agregado "reforçou a tendência de forte moderação que se observa desde agosto, apresentando um perfil de elevada volatilidade desde o terceiro trimestre de 2024".
Já a evolução do "indicador de tendência de atividade global CIP/ISEG" reflete uma "aceleração da atividade económica em outubro, mantendo a tendência registada desde agosto e atingindo o valor máximo dos últimos 26 meses".
Esta evolução beneficiou do "crescimento do volume de negócios nos serviços", mas, como sucedeu nos dois meses anteriores, "o crescimento das vendas de cimento foi responsável pelo contributo mais expressivo para a evolução deste indicador".
Para este ano, o barómetro prevê que a economia portuguesa mantenha a "trajetória das principais componentes da procura interna", perspetivando "uma recuperação da procura externa líquida suportada na recuperação das exportações e na moderação do crescimento das importações", apesar da incerteza no contexto internacional.
"Perspetiva-se uma trajetória de normalização da procura interna assente no reforço do investimento e no retorno do consumo privado a níveis mais moderados", disse Rafael Alves Rocha, diretor-geral da CIP, citado na mesma nota.
"Há boas perspetivas de um desempenho positivo da economia portuguesa, suportada pelo registo globalmente positivo dos indicadores de atividade e pela evolução favorável dos indicadores de clima e sentimento económicos", rematou.
