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Combustíveis

Terminou a greve dos motoristas de matérias perigosas

Terminou a greve dos motoristas de matérias perigosas

A greve dos motoristas de matérias perigosas terminou, após acordo entre representantes dos motoristas e dos transportadores. Situação normalizada em 48 horas, diz sindicato.

A Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) chegaram a acordo para pôr fim à greve que ameaçava deixar os postos sem combustível e parar o país. Comprometem-se a chegar a uma solução, em paz social, até ao final do ano.

"A greve terminou, não há nenhum obstáculo a que a normalidade seja reposta", disse, esta manhã, o ministro ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos. "Sem greve estão repostas as condições para que a normalidade possa regressar", insistiu aquele governante.

"Há um processo de reorganização que vai demorar algum tempo até que a normalidade seja reposta, mas vamos começar a sentir os efeitos deste acordo nas próximas horas", disse Pedro Nuno Santos, admitindo que sejam precisos alguns dias para a situação estabilizar.

Em conferência de imprensa, Pedro Nuno Santos, começou por felicitar os trabalhadores "pelo comportamento correto que tiveram sempre neste processo e pela vitória conseguida". O Ministro elogiou, ainda, A ANTRAM e as autoridades pela forma como agiram nestes três dias, e recordou um acordo histórico entre a FECTRANS e a ANTRAM, alcançado no ano passado, e que abriu caminho a esta solução.

O presidente da ANTRAM, Gustavo Paulo Duarte, reiterou os agradecimentos às autoridades e disse esperar que, até segunda ou terça-feira, a situação seja normalizada. "Este setor é muito sistemático, as pessoas estão muito ritmadas. Esperemos que esta tarde, na mudança de turno, as empresas já saibam com quem podem contar", disse, em conferência de imprensa, no Ministério das Infraestruturas, esta quinta-feira de manhã.

"A partir de hoje as pessoas sabem quem são os motoristas de matérias perigosas, pessoas que trabalham 15 horas por dia para que nada falte aos portugueses", disse o presidente do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, Pedro Pardal Henriques, salientando a importância do Governo como mediador no conflito entre motoristas e associação, estimando que, em cerca de dois dias, a situação deve estar normalizada.

Enquanto a normalidade não se instala, há 310 postos de abastecimento prioritários, em que se podem fazer abastecimentos até um máximo de 15 litros.

Esta madrugada, depois de uma reunião de cerca de dez horas que teve início na quarta-feira e que juntou em Lisboa representantes do Governo, do SNMMP e da ANTRAM, tinha sido anunciado o alargamento dos serviços mínimos a todo o país, prevendo-se a realização de 40% das operações normais de abastecimento de combustíveis.

A greve dos motoristas de matérias perigosas começou à meia-noite de segunda-feira e foi convocada pelo SNMMP, por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.

* com Lusa