Crédito

Já há famílias a enfrentar o fim das moratórias

Já há famílias a enfrentar o fim das moratórias

Deco aconselha negociação dos empréstimos com o banco para evitar incumprimento.

Apesar de ter sido alargado o prazo das moratórias públicas até ao final de setembro, algumas moratórias privadas já venceram e as famílias começaram a ser chamadas a pagar as respetivas prestações mensais. Algumas destas famílias não estavam preparadas para retomar já os pagamentos dos seus créditos e foram surpreendidas com as comunicações dos bancos.

Não há dados sobre o número de famílias que já não estão abrangidas pela suspensão do pagamento mensal dos créditos, mas a Deco tem recebido perguntas sobre o tema. "Vamos ter algumas moratórias que já terminaram ou que vão terminar antes de setembro", disse Nuno Rico, economista da Deco.

O que fazer

"O que aconselhamos é que as famílias contactem com o banco e tentem evitar o incumprimento", adiantou.

"As famílias em dificuldades podem sempre recorrer aos mecanismos PARI [Plano de Ação para o Risco de Incumprimento ] e PERSI [Procedimento Extrajudicial de Regularização de Situações de Incumprimento] e o banco é obrigado a apresentar uma solução", indicou o economista.

No caso da moratória pública, desde 1 de janeiro que os clientes bancários podem novamente solicitar o acesso à moratória relativa a contratos de crédito hipotecário, crédito para educação e contratos de crédito a empresas.

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Os interessados têm até 31 de março para aceder ao regime. Podem agora aceder à moratória pública os contratos de crédito que, em 1 de outubro de 2020, não se encontravam abrangidos por medidas de apoio previstas neste regime, independentemente de já terem ou não beneficiado dessas medidas em momento anterior. Apenas poderão beneficiar das medidas de apoio por um período máximo de nove meses, explica o Banco de Portugal.

Este limite não se aplica aos contratos de crédito que já se encontravam abrangidos pela moratória pública em 1 de outubro de 2020, que continuarão a beneficiar deste regime até ao final de setembro deste ano.

Dois mil milhões de euros é o montante de prestações do crédito que ficarão por pagar até ao fim de setembro.

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