Restauração

Movimento a "Pão e Água" saiu da Câmara com vontade de terminar a greve de fome

Movimento a "Pão e Água" saiu da Câmara com vontade de terminar a greve de fome

Dois representantes do movimento "Sobreviver a Pão e Água", que junta empresários e representantes do ramo da restauração numa greve de fome há sete dias, saíram de uma reunião com o presidente da Câmara de Lisboa, esta quinta-feira à noite, com vontade de terminar o protesto.

"Continuamos em greve de fome. É nossa vontade que termine, mas só em grupo é que a decisão pode ser tomada. Vamos reunir e veremos", disse José Gouveia, presidente da Associação Nacional de Discotecas que teve a companhia do "chef" Ljubomir Stanisic no encontro com o presidente da Câmara de Lisboa (CML), esta quinta-feira ao início da noite.

"Eu e Ljubomir ainda não comemos, estamos só com água e chá", acrescentou, em referência à greve de fome protagonizada pelo movimento "A Pão e Água", que junta empresários e trabalhadores da restauração e similares, há sete dias acampado em frente ao parlamento, em instalações improvisadas, com tendas e aquecedores.

"A economia não pode parar. Temos de encontrar soluções para isso. As empresas que forem encerradas têm de ter apoios e não podem esperar nem mais um dia. Essa é a realidade", disse José Gouveia.

Segundo Ljubomir Stanisic, do encontro com Medina saíram "várias ideias, várias possibilidades", que serão reavaliadas num novo encontro, na próxima semana.

"Não podemos perder o sentido de humanidade", diz Medina

"Todos somos poucos para nos juntarmos e tentar encontrar soluções para uma coisa que é muito dolorosa para as pessoas", disse Fernando Medina, em declarações aos jornalistas no fim do encontro. "Não podemos perder nunca o sentido de humanidade, o sentido de perceber que estamos a viver todos uma fase muito difícil e que temos todos de dar o nosso melhor, procurando soluções, não fazendo guerras", acrescentou o presidente da CML.

PUB

Medina disse que foi "uma conversa muito franca, de olhos nos olhos" com os interlocutores, Ljubomir Stanisic e José Gouveia, para "tentar encontrar pistas, respostas, canais para apoiar a solução para uma situação que é muito complicada para toda a gente", acrescentou, reiterando a mensagem.

"Recuperemos o sentido de humanidade, relativamente às situações, relativamente aos processos, com os canais de diálogo abertos e estabelecidos, para que possamos trabalhar e construir as melhores soluções", acrescentou Medina, garantindo ter deixado um "compromisso muito firme" nesse sentido com os outros interlocutores.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG