Energia

Preço da luz pode subir em janeiro na EDP, Iberdrola, Galp e Endesa

Preço da luz pode subir em janeiro na EDP, Iberdrola, Galp e Endesa

Conta da luz aumenta em outubro no mercado regulado. No livre, tudo aponta para aumentos já no próximo ano.

O preço da eletricidade no mercado grossista continua a atingir valores recorde e ditou um segundo aumento extraordinário para as 933 mil famílias que estão no mercado regulado, já a partir de outubro. Contudo, os 5,4 milhões de clientes que estão no mercado livre não terão quaisquer alterações nos preços este ano, pelo menos para os que têm conta na EDP Comercial, Galp, Endesa e Iberdrola que, juntas, representam 93,3% dos clientes nesse mercado. O impacto só deverá ser sentido em janeiro.

"A EDP Comercial continua a acompanhar com atenção a subida dos preços no mercado grossista, mas mantém que não vai alterar os preços para os clientes domésticos ao longo de 2021", disse fonte oficial.

Uma posição muito semelhante à da Galp que diz que "tem vindo a garantir nos últimos meses que o aumento do custo de energia não é refletido nos clientes domésticos. A tabela de preços da Galp tem vindo a manter-se". É ainda a posição da Iberdrola, que "segue uma estratégia de aprovisionamento que protege os clientes durante o período contratual". E também da Endesa, que assegura que "este movimento que está a ocorrer agora não vai ter qualquer impacto", porque "há contratos e compromissos", disse o presidente da empresa em Portugal, Nuno Ribeiro da Silva.

São, aliás, estes contratos que permitem manter as tarifas, porque a eletricidade que estão agora a vender aos consumidores foi comprada há mais tempo, quando os preços estavam mais baixos no mercado grossista. Algo que o Comercializador de Último Recurso (CUR), ou seja, a EDP Serviço Universal ou SU Eletricidade, não pode fazer na totalidade. É que o CUR é obrigado a comprar cerca de metade da eletricidade em leilões e o resto no mercado diário, o tal onde os preços estão a bater recordes. Caso contrário, o impacto nos consumidores não seria de 1 ou 2 euros euros por mês como foi anunciado anteontem, seria muito superior.

Aumentos em 2022

Os preços não aumentam agora no mercado livre, mas para o ano pode não ser bem assim. Os operadores esperam que, quando o regulador (ERSE) apresentar as tarifas para 2022, a 15 de outubro, sejam repercutidas algumas atenuantes, para que, a haver aumentos, eles não sejam tão expressivos. O Governo já disse que havia "almofadas". Mas o atual contexto não está favorável.

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PSD e PCP repudiam subida da fatura

O Grupo Parlamentar do PSD requereu a audição na Assembleia da República de oito entidades com relevância no setor da eletricidade, bem como o ministro do Ambiente e Ação Climática, João Matos Fernandes, depois de conhecida a decisão do aumento de 3% nos preços da luz a partir de outubro, para os clientes no mercado regulado.

Por sua vez, o PCP defendeu ser "inaceitável" um novo aumento no preço da eletricidade e pediu a intervenção do Governo, lembrando que o partido já apresentou medidas. Ontem, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, reforçou a posição do partido, considerando que o Governo está a fingir-se "de morto" nesta matéria, atirando "para a ERSE a responsabilidade, para ver se escapa".

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