ENSE

Preço dos combustíveis deve-se mais à margem de lucro das gasolineiras e ao custo do petróleo, diz regulador

Preço dos combustíveis deve-se mais à margem de lucro das gasolineiras e ao custo do petróleo, diz regulador

A Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE) atribui a subida do preço dos combustíveis, em máximos de dois anos, mais ao aumento do preço do petróleo e das margens dos comercializadores do que ao aumento da fiscalidade.

A entidade que fiscaliza o setor dos combustíveis realizou uma análise à evolução dos preços e concluiu que "os preços médios de venda ao público estão em máximos de dois anos, em todos os combustíveis", subida que "é mais justificada pelo aumento dos preços antes de impostos e das margens brutas do que pelo aumento da fiscalidade".

As margens brutas consistem na diferença entre o preço médio de venda ao público (em bomba) e o preço de referência, à saída da refinaria. Já os preços de comercialização resultam da fixação livre do mercado e variam de posto para posto e de marca para marca, explica o regulador.

Citando o estudo "Análise da Evolução dos Preços de Combustíveis em Portugal", a entidade que fiscaliza o setor dos combustíveis conclui que, "durante os meses críticos da pandemia, os preços médios de venda ao público desceram a um ritmo claramente inferior à descida dos preços de referência", o que significa que "as margens dos comercializadores atingiram, assim, em 2020, máximos do período em análise". A margem dos comercializadores, no final de junho, era superior em 36,6% na gasolina e 5% no gasóleo à margem média praticada em 2019.

Já a Apetro - Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas tem vindo a atribuir o nível atual de preços nos combustíveis, superior a 2008, ainda que a cotação do petróleo seja inferior, à incorporação de biocombustíveis e à elevada carga fiscal. "Especula-se bastante porque é que estando a cotação do petróleo e dos refinados muito abaixo dos valores de pico de 2008, os preços de venda nas bombas são superiores a esse período", diz a Apetro, numa nota enviada hoje às redações

A associação apresenta, na mesma nota, dois gráficos que detalham os preços nas semanas de 7 de julho de 2008 e de 28 de junho de 2021, concluindo que "a explicação para o aumento do preço está no sobrecusto da incorporação de biocombustível e sobretudo na carga fiscal" (ISP - Imposto Sobre Produtos Petrolíferos e ao IVA - Imposto sobre o Valor Acrescentado).

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG