
David Bowie.
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Exposições, ciclos de cinema, música ao vivo, uma nova cria no Zoo de Lisboa e homenagens ao legado de David Bowie na Invicta: janeiro chegou com uma programação cultural diversa de norte a sul.
Famalicão: música, teatro e dança
A Casa das Artes de Famalicão já anunciou a sua programação cultural para o primeiro mês do ano. Na música, os dois destaques recaem sobre o recital de piano protagonizado por Luís Magalhães, que se foca no repertório de Schubert, Brahms e Debussy, no dia 17, e um espetáculo Camané & Ensemble Darcos, que une o fado à música de câmara e à criação erudita, incluindo temas inéditos escritos para este projeto e excertos de Chopin, a 24. Há também uma nova edição de Close Up - Observatório de Cinema de Famalicão, dia 10, com a exibição do filme "Delito de Amor" (de 1974, realizado por Luigi Comencini) e "Três Amigas", (de 2024, de Emmanuel Mouret, nomeado para o Leão de Ouro no Festival de Veneza. Já a 31, sobe ao palco do grande auditório a peça de teatro "Uma Brancura Luminosa", de Jon Fosse, com interpretações de Ricardo Pereira e Sandra Barata Belo. A programação completa e a bilheteira está em casadasartes.org.

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Porto: o legado de David Bowie
É um dos destaques da programação de janeiro do Batalha Centro de Cinema, no coração portuense. A 10 de janeiro, no dia em que se assinalam 10 anos sobre a morte de David Bowie, a casa cultural acolhe uma sessão de escuta centrada na discografia do artista britânico, voz de clássicos como "Heroes", "Life On Mars?" ou "Space Oddity", orientada pelo locutor e comentador de música Álvaro Costa e pelo programador musical Ricardo Salazar. A iniciativa, realizada em parceria com a Fonoteca Municipal do Porto, antecede a sessão de encerramento da retrospetiva "David Bowie, Uma Odisseia". A sessão de escuta começa pelas 16h e tem entrada livre.

Foto: André Rolo
Porto: homenagear os pastores e a lã
Criada pelo grupo Valor do Tempo e o Centro Profissional da Indústria de Ourivesaria e Relojoaria, a Estrela da Serra é a nova instalação artística, inspirada na lã de ovelha e na tapeçaria de Arraiolos, em jeito de "manifesto silencioso que convoca a Serra da Estrela enquanto território vivo", que "devolve centralidade aos pastores, guardiões de um ciclo que começa no rebanho e se prolonga na matéria que as mãos transformam com rigor e tempo", explica o grupo Valor do Tempo. As suas cores evocam o estado puro da montanha: o musgo húmido, o granito, o lume. A instalação está patente para visita de forma gratuita no MMIPO - Museu e Igreja da Misericórdia do Porto, mais especificamente na Galeria dos Benfeitores, até 11 de janeiro, entre as 10h e as 18h, na Rua das Flores.

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Cadaval e Manteigas: celebrar a montanha
A efeméride assinalou-se a 11 de dezembro, mas a nova exposição de fotografia "Dia Internacional da Montanha" pode e deve ser vista até 18 de janeiro. A iniciativa, que nasceu de uma parceria entre o Geoparque Estrela e o Geoparque Oeste, está patente em dose dupla, tanto no Centro de Interpretação Ambiental da Serra de Montejunto, em Lamas, concelho do Cadaval, como no Ninho de Empresas de Manteigas, que serve de sede do Geoparque Estrela no referido concelho. A exposição, com entrada livre, é composta de 12 fotografias e traz ao público as paisagens de montanha destes dois geoparques, destacando a sua diversidade geológica, natural e cultural, bem como a importância da sua preservação e valorização. A direção do Geoparque Oeste explica que o objetivo passa por "aproximar as comunidades e os visitantes das paisagens de montanha". Montanhas essas que são "espaços vivos, de identidade e futuro", acrescenta a direção do Geoparque Estrela.

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Coimbra: as mulheres no mundo rural
Janeiro é a última oportunidade para ver "Cores de um Povo, nos Ecos das Antigas Vozes", a exposição patente até 25 de janeiro na Galeria Almedina, no Museu Municipal de Coimbra, da autoria de Bárbara Silva, artista natural de Viseu. A mostra tem entrada livre e retrata a memória feminina das comunidades rurais portuguesas. No centro da exposição está a série "Contos da Terra", um conjunto de telas que evocam a intensidade da vida no mundo rural, retratando avós, mães, filhas ou vizinhas no seu quotidiano. A exposição pode ser visitada de terça a sexta, entre as 10h e as 18h, e aos sábados e domingos, das 10h às 13h e das 14h às 18h.

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Santarém: cinema e documentários
De janeiro até março, o Teatro Sá da Bandeira, em Santarém, acolhe um ciclo de cinema que inclui dramas e comédias internacionais, cinema de autor e documentários. O arranque faz-se a 21 de janeiro com a exibição do documentário de Joana Botelho "Estava Escuro na Barriga do Lobo", que acompanha os bastidores da peça "A Última Memória", estreada em Lisboa em 2023, e contando com a presença da atriz Sara Carinhas. Dia 28, exibe-se "Justa", o drama realizado por Teresa Villaverde, inspirado na tragédia dos incêndios de 2017 em Portugal, com Filomena Cautela no elenco. O thriller francês "Devorar a Noite", o drama islandês "No Romper da Luz" e a comédia britânica "Sister Midnight" fazem parte do cartaz do ciclo de cinema. Todas as sessões começam pelas 21h30 e os bilhetes gerais ficam nos 5 euros, com alguns descontos à mistura. A programação e informação completas estão em santaremcultura.pt.

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Lisboa: oito dias de música ao vivo
O festival Na Minha Casa, promovido pela Casa do Artista, está de volta aos palcos do Teatro Armando Cortez durante quase um mês, trazendo música ao vivo durante oito dias, sempre às segundas e terças, pelas 21h, entre 12 de janeiro e 3 de fevereiro. O cartaz conta com 12 artistas de várias gerações e diferentes géneros musicais: Cuca Roseta e Ruben Alves atuam dia 12, Herman José a 13, Rita Redshoes a 19, Maria João e João Farinha a 20, Hélder Moutinho a 26, DAMA a 27, Selam Uamusse a 2 e Bárbara Bandeira dia 3. "Este festival, pela sua simplicidade e característica de proximidade, consegue oferecer aos artistas e ao público uma experiência que verdadeiramente marca a memória", explica José Raposo, presidente da Casa do Artista. Cada concerto tem o preço de 25 euros e os bilhetes estão à venda na Ticketline.

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Lisboa: uma nova cria no Zoo
Uma nova cria de chimpanzé nasceu a 30 de novembro, com cerca de dois quilos, tornando-se no mais recente habitante do Jardim Zoológico de Lisboa. A mesma pode ser vista junta em Sete Rios junto da progenitora, mas também da sua avó, que nasceu aqui em 1995, completando três gerações da mesma família a viver no parque alfacinha. Numa altura em que esta espécie enfrenta ameaças à sobrevivência, o "Jardim Zoológico convida todas as famílias a conhecerem o novo elemento do grupo de chimpanzés e a descobrirem como pequenas ações, como uma visita ao parque, contribuem para um futuro mais sustentável da vida selvagem", explica o Zoo. No site oficial, os bilhetes partem dos 17,58 euros - grátis para crianças até aos três anos.

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Lisboa: um novo ciclo cinéfilo
A capital acaba de ganhar um novo ciclo de cinema, com a estreia do Polar, o festival que promove e celebra o cinema nórdico por cá, durante três dias. De 16 a 18 de janeiro, o Cinema Fernando Lopes acolhe uma programação curada, que reúne longas-metragens vindas da Finlândia, Suécia, Noruega, Dinamarca e Islândia. O evento, organizado pela Associação Il Sorpasso, tem um cartaz onde se incluem, por exemplo, "Stormskerry Maja", de Tiina Lymi, candidato da Finlândia aos Óscares; da comédia de sucesso nas bilheteiras deste mesmo país, "100 Liters Of Gold", de Teemu Nikki; ou do dinamarquês "Mr. Nobody Against Putin", de David Borenstein, presente na atual shortlist à nomeação para o Óscar de Melhor Documentário. A lista completa está em cinepolar.pt, onde também se podem comprar bilhetes, a cinco euros.

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