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Advogada de Rendeiro evitou extradições para a Europa

Advogada de Rendeiro evitou extradições para a Europa

June Stacey Marks é especialista em crimes económico-financeiros e já defendeu figuras do mundo das finanças e da banca.

June Stacey Marks foi a advogada que João Rendeiro procurou mal chegou à África do Sul. A jurista, que conta com cerca de 20 anos de experiência, tem escritório na zona mais nobre da cidade de Joanesburgo, onde o ex-patrão do BPP ficou hospedado nos primeiros dias, em hotéis de luxo. De acordo com informações disponíveis do sítio da Internet do seu escritório de advogados, June Stacey Marks é especialista em crimes económico-financeiros, mas também é perita em matérias constitucionais e já conseguiu evitar extradições de vários clientes.

"Evitamos numerosas extradições, do Zimbabué e do Reino Unido, e estudamos os estatutos de extradição, para permitir aos nossos clientes perceber os mecanismos de execução", pode ler-se no site da advogada.

Poderá ser essa reputação que levou Rendeiro a procurá-la. Ao JN, a advogada não quis revelar quem a aconselhou ao ex-banqueiro, mas tudo indica que a aproximação entre os dois poderá ter sido feita através de figuras sul-africanas ligadas ao mundo das finanças e da banca. É que a advogada já interveio em vários processos de crimes de colarinho branco envolvendo administradores de empresas daquele país.

Recorde-se que o banco a que presidiu João Rendeiro chegou a ter uma dependência na África do Sul, há uma dezena de anos, e poderá ter sido nessa altura que o ex-patrão do BPP estabeleceu os primeiros contactos no país.

Perita em recursos

A advogada garante ser minuciosa na análise dos processos e é ainda perita na elaboração de recursos para instâncias superiores.

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"Nada me assusta, e eu mesma irei supervisionar pessoalmente todos os assuntos e examinar pessoalmente todos os detalhes de um caso, olhando muito além dos detalhes normais", afiança no site.

Sem o afirmar de forma clara, June Stacey Marks, deu a entender ao JN que está preparada para litigar nos tribunais durante os meses que forem necessários para evitar a extradição de João Rendeiro para Portugal.

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