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Estado de contingência

Altas temperaturas obrigam serviços prisionais a suspender treino de tiro

Altas temperaturas obrigam serviços prisionais a suspender treino de tiro

Cerca de 20 guardas prisionais ainda participaram em ação de formação na manhã de segunda-feira, quando Governo já tinha anunciado estado de contingência. DGRSP garante segurança da carreira de tiro de Paços de Ferreira, mas não quis arriscar causar incêndio em zona de mato

A Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) ainda realizou uma ação de formação de tiro na manhã de segunda-feira, mas, perante a formalização da declaração do estado de contingência nesse mesmo dia, decidiu suspender todas as iniciativas marcadas para a carreira de tiro de Paços de Ferreira até ao início da próxima semana. Apesar de garantir que o local reúne as condições de segurança necessárias, a DGRSP não quis arriscar que os tiros disparados pelos guardas prisionais causassem um incêndio na mata que rodeia a carreira do tiro.

O Governo já tinha decidido, na última sexta-feira, que, devido às altas temperaturas previstas para estes dias, seria declarado o estado de contingência a partir desta segunda-feira. A decisão só seria formalizada, contudo, na manhã desse dia, com a publicação em Diário da República da ordem emanada pelo Conselho de Ministros.

Nessa altura, cerca de 20 guardas prisionais da cadeia de Custóias já estavam a efetuar disparos na carreira de tiro de Paços de Ferreira, equipamento rodeado por uma zona de mato.

A manutenção da ação de formação numa altura em que estão proibidas atividades que possam provocar incêndios florestais foi questionada por elementos ligados à Guarda Prisional, mas seria ministrada até ao fim. Só depois é que a DGRSP comunicou que formações semelhantes seriam suspensas.

Formações suspensas

Ao JN, a DGRSP confirmou que, "no âmbito do Plano Anual de Tiro, se realizou uma ação de formação na manhã de dia 11 de julho na carreira de Tiro de Paços de Ferreira". Assegurou também que " a carreira de tiro de Paços de Ferreira reúne as condições de segurança necessárias", mas que, mesmo assim, e "na sequencia da publicação em Diário da República, na manhã de dia 11 julho, do Despacho nº 8513 - A /2022", foi comunicado, nesse mesmo dia, "a todos os estabelecimentos prisionais que as ações inseridas no Plano Anual de Tiro estão suspensas até ao dia 18 de julho".

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