Advogada de Braga cede à pressão de recluso de Custóias e acaba detida por tráfico de droga

Caso ocorreu durante uma visita na cadeia de Custóias
Foto: Arquivo
A advogada de 39 anos detida na quarta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) por suspeita de introduzir, pela segunda vez, droga na prisão de Custóias não será consumidora de estupefacientes, mas mantinha uma relação de proximidade com os reclusos e acabou por ceder à pressão de um deles para que transportasse as substâncias ilícitas para dentro da cadeia, apurou o JN.
Sónia Teixeira, natural de Braga, já é conhecida da PJ. Em julho de 2024, já havia sido detida por suspeitas de introduzir substâncias psicotrópicas no Estabelecimento Prisional do Porto, em Matosinhos, após um dos cinco reclusos com quem se reuniu ter sido encontrado na posse de meio quilo de haxixe.
Na altura, os guardas prisionais já suspeitavam há algum tempo que uma advogada estaria a introduzir droga naquela cadeia. Sabendo que Sónia Teixeira tinha uma visita marcada, delinearam um plano para confirmar as suspeitas. Durante a manhã dessa visita, a advogada reuniu-se em privado, um a um, com cinco reclusos. A conversa decorreu sem incidentes, mas, à saída, todos os presos foram submetidos a revista minuciosa, sendo que um deles foi encontrado na posse de droga.
Após a detenção, Sónia Teixeira ficou a aguardar julgamento em liberdade e continuou a exercer advocacia, mantendo, assim, contacto direto com os reclusos da cadeia de Custóias.
No entanto, em agosto do ano passado, voltou a cometer o ilícito. Nesse mês, um recluso regressou de uma diligência processual na PSP trazendo consigo cocaína, heroína e haxixe. A investigação da PJ recolheu fortes indícios de que as substâncias ilícitas lhe haviam sido entregues pela própria defensora, durante as diligências realizadas em instalações policiais.
A advogada foi chamada à PJ e acabou novamente detida. Foi esta quinta-feira levada a um juiz e ficou em prisão preventiva.

