
Gustavo Lopes, de 22 anos, já terminou a licenciatura em Direito, na Universidade do Porto
Pedro Correia/Global Imagens
Nova lei impõe desde abril a remuneração dos estágios e recém-licenciados em Direito não arranjam patrono. Dirigente da Ordem avisa que está em causa o acesso à profissão e prevê cenário "catastrófico".
Gustavo Lopes, de 22 anos, concluiu em junho a licenciatura em Direito na Universidade do Porto e não se tem poupado a esforços para encontrar um escritório que o aceite como advogado estagiário. "Mandei currículos para várias sociedades e escritórios de advogados, mas não obtive resposta. Também pedi ajuda a colegas que já estão no mercado de trabalho, que me disseram que os patrões não estão a aceitar estágios", conta o jovem da Feira, vítima da alteração à lei das associações que foi aprovada em 2023 e, em vigor desde abril, exige a remuneração dos advogados estagiários.


