
ASAE instaurou dois processos-crime por especulação na venda de telhas
Foto: ASAE
A venda de telhas acima do preço afixado, nos concelhos da Batalha e de Coimbra, levou a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) a instaurar dois processos-crime por especulação, no âmbito de 630 ações, realizadas, desde 30 de janeiro, nas zonas afetadas pela Tempestade "Kristin".
Em comunicado, a ASAE sublinhou que tem mantido "acompanhamento permanente em todo o território nacional", na sequência dos impactos severos provocados pela tempestade e pelas intempéries subsequentes.
E explica que as ações no terreno tiveram como objetivo "acompanhar as atividades económicas, bem como prevenir que pudessem surgir problemas mais graves decorrentes da falta de energia e água, nas localidades afetadas", promovendo simultaneamente "o aconselhamento e fiscalização aos operadores económicos que mantiveram as suas atividades".
Falhas graves de higiene
Além dos processos-crime por especulação de preços, a ASAE instaurou 13 processos de contraordenação, "maioritariamente relacionados com faltas graves de condições de higiene e segurança, que colocavam em risco os consumidores", e determinou quatro suspensões de atividade por "inexistência de condições mínimas de funcionamento em estabelecimentos de restauração e bebidas".
No âmbito da monitorização da cadeia alimentar, a autoridade identificou "perdas significativas de alimentos resultantes da quebra de cadeia de frio em diversos concelhos", bem como "danos estruturais graves em estabelecimentos e falhas prolongadas de água e energia, que condicionaram o normal exercício das atividades económicas".
A ASAE anunciou ainda que continuará a desenvolver "ações de fiscalização, vigilância e acompanhamento", reforçando "a proximidade com operadores e populações afetadas", mantendo o compromisso de "promoção de uma sã e leal concorrência entre operadores económicos" e assegurando "a segurança alimentar e a saúde pública dos consumidores".

