
Caso tem 19 arguidos, 11 pessoas e oito empresas, e está a ser julgado no Tribunal de Penafiel
Foto: Amin Chaar/Arquivo
Entre 2008 e 2012, um grupo de empresários montou e executou um esquema para enganar bancos, simulando a venda de máquinas industriais que nunca existiram e obtendo assim cerca de 17 milhões de euros em contratos de locação financeira fictícios. O dinheiro era depois dissipado através de várias empresas. O Tribunal de Penafiel está a julgar 19 arguidos (11 pessoas e oito empresas) por associação criminosa, burla qualificada e branqueamento de capitais.
De acordo com a decisão instrutória, a que o JN teve acesso, foram recolhidos indícios suficientes de que os arguidos, ligados à indústria da transformação de papel e produtos alimentares, criaram "um esquema de natureza empresarial" para obter financiamento bancário sem ter de apresentar garantias reais. As máquinas em causa não existiam, mas, nos papéis, tudo parecia legítimo.


