Militar da GNR entregou-se depois de passar 16 horas barricado no posto de Felgueiras

GNR transportou em carrinha o militar de Felgueiras para o presídio de Tomar
Foto: Leonel de Castro
O militar da GNR Sérgio Ribeiro "entregou-se de forma pacífica", cerca das 7.40 horas desta quarta-feira, depois de 16 horas barricado no posto de Felgueiras.
Sérgio Ribeiro entregou-se às autoridades na sequência do intenso trabalho da equipa de negociadores destacada para o local na terça-feira. "Esteve sempre colaborante", garantiu fonte da GNR, adiantando que o militar tinha consigo uma arma pessoal. "Não era a arma de serviço", assegurou.
Ao longo da madrugada a situação manteve-se num impasse. Também o advogado Paulo Gomes esteve várias horas a tentar convencer o seu cliente, mas, pelas 4 horas, saiu do posto sem que houvesse uma alteração da situação. O militar acabou por entregar-se às 7.40 horas e será conduzido ao Estabelecimento Prisional de Tomar.

Foto: Artur Machado

Foto: Artur Machado

Foto: Artur Machado
Sérgio Ribeiro, 41 anos, barricou-se cerca das 15 horas de terça-feira na caserna do posto ao ter conhecimento de que seria preso para cumprir a pena a que foi condenado por liderar esquema de burlas superiores a 400 mil euros, que lhe permitiu ter uma vida de luxo, juntamente com a mulher, que era auditora de justiça e futura juíza.
A sentença que o condenou a 13 anos de prisão foi proferida pelo Tribunal de Guimarães em 2022 e confirmada pelo Supremo Tribunal de Justiça em março de 2025. O arguido, antigo militar em Fafe, chegou a estar em prisão preventiva, mas estava atualmente colocado no posto de Felgueiras.
A esposa do militar da GNR foi condenada numa pena de prisão, suspensa, de quatro anos e meio, por branqueamento de capitais. Os pais do militar da GNR também foram condenados.

