Advogado de GNR barricado diz que mandados de detenção "não deviam ter sido emitidos"

Advogado Paulo Gomes diz que o seu cliente "está numa situação de desespero"
Foto: Artur Machado
O advogado de Sérgio Ribeiro, o militar da GNR condenado a 13 anos de cadeia por burlas, que está barricado no posto da GNR de Felgueiras desde terça-feira, considera que os mandados de detenção não deveriam ter sido emitidos.
Paulo Gomes esteve no posto na tentativa de convencer o cliente a entregar-se, mas cerca de cinco horas depois saiu sem que as tentativas tivessem tido sucesso. Por volta das 4 horas desta quarta-feira, o impasse mantinha-se. O causídico falou com Sérgio Ribeiro pelo telefone, mas entretanto o telemóvel deste ficou sem bateria. "Ele está numa situação de desespero e é natural que o cansaço lhe tolha o discernimento", adiantou.
O militar barricou-se assim que a GNR tentou cumprir os mandados de detenção. "A decisão ainda não transitou em julgado, ainda não deviam ter sido emitidos os mandados porque não transitou e, depois, por uma questão humana", alega o advogado, notando que "não havia necessidade destes mandados serem cumpridos entre o Natal e o Ano Novo".
Paulo Gomes salienta que, no dia 16 de dezembro, depois do Ministério Público ter avançado com a intenção de emitir os mandados, avançou com um requerimento "no sentido de dizer que os mandados não deviam ser emitidos porque existem recursos dos coarguidos que podem aproveitar à defesa, por isso achamos que não transitou em julgado".
"Não tivemos qualquer tipo de resposta, não fomos notificados de qualquer resposta, nem de qualquer despacho e fomos surpreendidos pela emissão dos mandados", referiu.
Esperando que o militar se entregue, Paulo Gomes nota que mesmo que ele vá para o estabelecimento prisional vai tentar que este seja novamente libertado.
