
Casa que foi assaltada em Limãos, concelho de Macedo de Cavaleiros
Foto: Glória Lopes/Arquivo
A GNR realizou, esta quarta-feira de madrugada, uma operação no concelho de Macedo de Cavaleiros, que permitiu desmantelar uma rede responsável por 13 assaltos a residências nos concelhos de Bragança e de Macedo de Cavaleiros. Seis pessoas foram detidas.
Seis pessoas - cinco homens, dois portugueses e três brasileiros, e uma mulher brasileira - foram detidos durante uma operação da GNR, na madrugada de quarta-feira, em Macedo de Cavaleiros, por suspeita de 13 furtos em habitações. A mulher, com 27 anos, que era procurada pela GNR, foi detida no aeroporto de Lisboa quando se preparava para fugir do país.
Fonte da GNR indicou ao JN que a operação, que contou com o Grupo de Intervenção de Ordem Pública da Guarda, permitiu desmantelar uma "rede criminosa" suspeita de ser a responsável por mais de uma dezena de furtos a residências, nomeadamente em aldeias de Macedo de Cavaleiros.
Os detidos têm entre os 19 e os 33 anos e são suspeitos de envolvimento nos furtos. "É o culminar de uma operação policial que visa pôr termo à rede criminosa que efetuava furtos a residências no concelho de Macedo de Cavaleiro, no final do ano passado, em novembro e início de dezembro", explicou o major Hernâni Martins, do gabinete de Relações Públicas da GNR de Bragança.
Segundo o responsável, a GNR desenvolveu duas linhas de ação: "Uma reação aos próprios furtos, através de uma intensificação do patrulhamento de visibilidade, que permitiu acalmar o fenómeno, dar sentimento de segurança às pessoas e garantir que as mesmas estavam seguras em suas casas. E, paralelamente, diligencias de investigação para tentar identificar os suspeitos."
Casas de emigrantes
A operação envolveu seis buscas domiciliárias e outras tantas não domiciliárias, em Macedo de Cavaleiros, Valpaços, Coimbra, Pombal e Ourém, onde foi possível associar indivíduos à rede criminosa cujo domicílio está naquelas regiões, e "onde se procura recuperar o material furtado e os objetos usados na prática dos furtos".
Os suspeitos procuravam ouro, armas, munições ou objetos de transporte fácil e com valor comercial. A GNR recuperou algum material furtado.
Hernâni Martins explicou que a rede sinalizava, inicialmente, as casas maioritariamente desabitadas e depois levava a cabo os assaltos através do estroncamento das portas. "Há casos em que não há objetos furtados, mas apenas danos nas infraestruturas", acrescentou.
Tudo indica, segundo a mesma fonte, que os cabecilhas da rede se dedicavam a furtar casas de segunda habitação, localizadas em aldeias, e propriedade de emigrantes.
Tal como noticiou o JN na edição de 30 de novembro, numa semana foram registados nove assaltos, oito em aldeias do concelho de Macedo de Cavaleiros e um no de Bragança. No total, foram registados 13 furtos ou tentativas.
