Especialista em segurança José Manuel Anes foi esfaqueado. Filha sob custódia policial

Foto: Facebook José Manuel Anes
O fundador e antigo presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT), José Manuel Anes, de 81 anos, foi esta terça-feira esfaqueado no abdómen, nas mãos e nas pernas, alegadamente, pela própria filha, de 40 anos.
O crime terá sido cometido, ao início da tarde, na residência da vítima, em Lisboa, sendo que uma fonte da PSP apontou, ao JN, para a existência de um histórico de violência doméstica entre pai e filha.
Segundo a mesma fonte, pelas 13.54 horas, um carro-patrulha da 1.ª Divisão do Comando Metropolitano de Lisboa foi acionado para a morada de José Manuel Anes, depois de ter sido comunicada a alegada agressão da filha ao próprio pai.
À chegada ao local do crime, várias testemunhas informaram que uma mulher, presumivelmente familiar da vítima, teria sido vista a sair da habitação em causa. Receando pela integridade física do homem, e tendo em conta um histórico de violência doméstica, os agentes dirigiram-se para o interior da residência, onde encontraram José Manuel Anes prostrado, no chão, e ensanguentado.
Homicídio tentado, diz PJ
A vítima apresentava diversos ferimentos e lacerações no abdómen, nas mãos e nas pernas, aparentemente provocados por um objeto cortante, que será uma faca. Foram ainda observados ao octogenário hematomas nos olhos, alegadamente, resultantes de agressões manuais.
Uma ambulância dos Bombeiros Sapadores do Beato e Penha de França foi mobilizada e transportou José Manuel Anes para o Hospital de São José, onde deu entrada pelas 14.50 horas. Esta segunda-feira à noite, Anes mantinha-se sob observação.
A PSP procedeu à preservação do local do crime e contactou de imediato a Polícia Judiciária, que assumiu a investigação do caso, dado o tipo de crime em causa.
Assume crime nas redes
Ao início da noite, a Polícia Judiciária (PJ) informou que "a principal suspeita da prática do crime de homicídio tentado", uma mulher de cerca de 40 anos, estava sob sua "custódia" e que a investigação estaria a cargo da sua Diretoria de Lisboa e Vale do Tejo.
No breve comunicado enviado às redações, a Judiciária nunca refere expressamente que deteve a filha de José Manuel Anes, limitando-se a dizer que a tinha "sob custódia".
O OSCOT também divulgou um comunicado, no qual confirma o ataque ao seu antigo presidente e fundador, dizendo que "acompanha a situação" e endereçando-lhe "votos de rápida recuperação".
Minutos após o crime, foram publicadas várias mensagens no perfil de Facebook da filha de José Manuel Anes, em que são feitas referências explícitas ao ataque ao pai, descrevendo o episódio e assumindo a sua autoria.
Criminalista, esotérico e maçom
Além de professor e criminalista, José Manuel Anes é diretor da revista "Segurança e Defesa", e, após deixar a liderança do OSCOT, assumiu o cargo de presidente do Conselho Consultivo.
Foi um dos responsáveis pelo surgimento do grupo de cidadãos Movimento de Apoio do Almirante Gouveia e Melo à Presidência, mas, no início do ano, demarcou-se do mesmo. Também é autor de várias obras sobre esoterismo e espiritualidade, sendo também um conhecido maçom.

