"Macaco" garante que apenas quis evitar humilhação de Pinto da Costa na assembleia

Fernando Madureira está em prisão preventiva desde fevereiro do ano passado
Foto: Carlos Carneiro
Fernando Madureira, o ex-líder dos Super Dragões condenado a três anos e nove meses de prisão efetiva no âmbito da Operação Pretoriano, acaba de recorrer da pena junto do Tribunal da Relação. Contesta a existência de um plano para intimidar sócios na assembleia do F.C. Porto, onde, garante, tinha como principal objetivo evitar a humilhação do então presidente Pinto da Costa. A mulher de "Macaco", Sandra, também recorre e ambos pedem a absolvição ou, no máximo, uma pena suspensa.
No recurso elaborado pelos advogado do casal Madureira, Gonçalo Cerejeira Namora e Miguel Marques Oliveira, é contestada a apreciação da prova analisada pelo coletivo de juízes do Tribunal de São João Novo, no Porto. Os dois arguidos entendem que as mensagens, trocadas nas vésperas da assembleia do F.C. Porto em grupos de WhatsApp da claque e que suportaram a convicção dos juízes para dar como provado um plano criminoso, arquitetado por "Macaco" para intimidar os sócios, apenas revelam a intenção "de não permitir uma qualquer humilhação pública do Presidente da Direção e nada mais do que isso".

