Mário Machado fazia chamadas de grupo na cela para dar ordens aos 1143

Mário Machado, líder do Grupo 1143
Foto: André Rolo
A investigação da Polícia Judiciária apurou que Mário Machado, líder do grupo neonazi 1143 desmantelado na terça-feira, fazia chamadas de grupo a dar ordens aos braços-direitos, a partir da cela da cadeia de Alcoentre, onde tinha acesso a telemóveis. Os interrogatórios dos 37 arguidos terminou esta quinta-feira à noite e hoje o Ministério Público vai promover medidas de coação.
De acordo com informações recolhidas pelo JN, nas 65 buscas realizadas na terça-feira pela Unidade Nacional de Contraterrorismo da PJ foi apreendido um autêntico arsenal, com armas e proteções de guerra. Escudos de proteção táticos, habitualmente usado pelas polícias de elite, com os dizeres "1143", caçadeiras de canos serrados, cartuchos, soqueiras, pistolas, walkie talkies, gás pimenta entre outras armas proibidas. Além de responderam pelo crime de incitamento ao ódio, alguns dos 37 arguidos também vão responder por posse de arma ilegal.

