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Autor do furto de Tancos quer devolver resto do material de guerra

Autor do furto de Tancos quer devolver resto do material de guerra

João Paulino, um dos principais arguidos do processo do furto de material de guerra do paiol de Tancos, quer devolver o resto do material que ainda não tinha sido recuperado pela Polícia Judiciária militar.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, João Paulino entregou um requerimento ao Tribunal de Santarém, onde o caso irá ser julgado, mostrando disponibilidade para devolver o material em falta.

O juiz aceitou o requerimento e mandatou a Polícia Judiciária para proceder à recolha das granadas, munições e explosivos que não tinha sido devolvido aquando da encenação do achamento, alegadamente promovido pela Polícia Judiciária Militar (PJM).

A encenação levou à detenção do então líder da PJM, de vários elementos daquela polícia militar e ainda de quatro investigadores da GNR de Loulé. O caso chegou às mais altas instâncias militares levando até à demissão e constituição como arguido de Azeredo Lopes, ex-ministro da Defesa, por suspeitas de ter dado cobertura à encenação,. destinada a recuperar o material furtado, mas sem agir criminalmente contra os autores do furto.

O ex-ministro da Defesa Azeredo Lopes foi, entretanto acusado pelo Ministério Público de abuso de poder, denegação de justiça, prevaricação e proibido do exercício de funções.

O ministério Público acusou no total 23 arguidos no caso do furto e da recuperação das armas do paiol da base militar de Tancos.

Os arguidos foram acusados de crimes como terrorismo, associação criminosa, denegação de justiça, prevaricação, falsificação de documentos, tráfico de influência, abuso de poder, recetação e detenção de arma proibida.

O ex-diretor da Polícia Judiciária Militar (PJM) Luís Vieira é acusado dos crimes de associação criminosa, tráfico e mediação de armas, falsificação ou contrafação de documentos, de denegação de justiça e prevaricação e de favorecimento pessoal praticado por funcionário.

O ex-diretor da PJM é acusado em todos os crimes em coautoria com outros arguidos tendo o MP pedido como pena acessória a proibição do exercício de funções.

O ex-fuzileiro João Paulino, apontado como presumível autor do furto de armas do paiol da base militar de Tancos, é acusado de seis crimes: do crime de detenção de cartuchos e munições proibidas e, em coautoria com outros arguidos, de dois crimes de associação criminosa, um crime de tráfico e mediação de armas, um crime de terrorismo e outro de trafico e outras atividades ilícitas.

O MP solicita para este arguido que seja aplicada uma sanção acessória de interdição de detenção, uso e porte de arma.

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