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Ajustes diretos

Buscas na Presidência do Conselho de Ministros por suspeitas de corrupção

Buscas na Presidência do Conselho de Ministros por suspeitas de corrupção

Corrupção ativa e passiva, participação económica em negócio e falsificação de documento são os crimes que levaram à realização de buscas pela Polícia Judiciária (PJ) na Presidência do Conselho de Ministros (PCM), revelou esta quinta-feira o Ministério Público (MP).

Estas buscas decorrem de uma certidão de um outro processo que está a ser investigado pela PJ do Porto, em que já há vários arguidos, por crimes económico-financeiros. Trata-se da Operação Teia que investiga adjudicações diretas atribuídas à empresária de comunicação, Manuela Couto, casada com o antigo presidente da câmara de Santo Tirso, Joaquim Couto, uma figura histórica do PS. O casal é, nesse inquérito, suspeito de tráfico de influência.

Dessa investigação, titulada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto, nasceu outra que está a ser conduzida pelo DCIAP. Em causa estão adjudicações diretas feitas pela Secretaria Geral da PCM. São aquisição de bens informáticos entre os anos 2017 e 2018.

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São suspeitos dois funcionários da secretaria-geral da PCM que poderão ter recebido luvas da empresa de informática, situada no norte do País, para garantir que fosse esta firma a ser contemplada. Estes dois funcionários já não estão ao serviço da Presidência do Concelho de Ministros. Já se reformaram.

As buscas foram realizadas para recolher documentação sobre estes ajustes diretos e outros. David Xavier, secretário geral, não é diretamente visado neste inquérito, pelo menos para já. Por inerência de funções assinou os despachos que permitiram à empresa de informática ser contemplada com a adjudicação, mas poderá tê-lo feito sem conhecimento do alegado esquema de corrupção, montado por dois subordinados.

A empresária Manuela Couto também foi esta quinta-feira alvo de buscas por parte dos inspetores da Unidade Nacional de Combate à Corrupção. Não será uma figura central desta investigação, mas foram-lhe apreendidos documentos relativos a adjudicações diretas com a Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros.

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