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Comando da GNR escolhe sargentos em processo de "fraude"

Comando da GNR escolhe sargentos em processo de "fraude"

Militares protestam contra colocações por escolha direta. Método justificado com rentabilização de qualificações.

Muitos dos sargentos da GNR que, no mês passado, foram colocados em novas funções e em postos diferentes foram escolhidos diretamente pelo Comando-Geral da Guarda, ultrapassando militares que esperavam há vários anos por uma transferência. O JN sabe que está a ser preparada pelo menos uma ação judicial para anular as colocações. A Associação Nacional dos Sargentos da Guarda (ANSG) fala em "fraude" que será um "rastilho para a desmotivação e discórdia". Acusação que o Comando-Geral da GNR refuta, alegando que a lei foi cumprida para "garantir um equilíbrio organizacional" e rentabilizar "os quadros com formação qualificada".

Os números mostram que, através do despacho de colocação assinado pelo comandante da GNR, Rui Clero, a 20 de outubro, seis dos 16 sargentos-mores, 31 dos 53 sargentos-chefes e 24 dos 35 sargentos-ajudantes foram colocados em novas funções por escolha direta do Comando-Geral. Um facto que, para a ANSG, "distorceu o mérito dos militares" e "subverteu as normas e as legítimas expectativas dos militares que, nalguns casos, aguardavam por uma nova colocação há vários anos".

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