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Consumo de canábis gera desconforto na Academia Militar

Consumo de canábis gera desconforto na Academia Militar

Quatro cadetes da GNR e do Exército Português acusaram o consumo de canábis, na sequência de uma colheita de urina levada a cabo pela Academia Militar. Em comunicado, a Associação Nacional dos Oficiais da Guarda repudia a ausência de punições para pelo menos um dos envolvidos.

Uma colheita de urina feita pela Academia Militar a um conjunto de cadetes da 3.ª Companhia de Alunos no passado dia 22 de março resultou em vestígios da presença de canabinoides em dois cadetes da GNR e dois cadetes do Exército Português.

Os testes foram repetidos semanas mais tarde, tendo-se confirmado os resultados iniciais. Dos dois cadetes da GNR envolvidos, um desistiu voluntariamente da formação e o outro continua a frequentar o 3.º ano do Curso de Administração Militar da GNR, explicou em comunicado a Associação Nacional dos Oficiais da Guarda (ANOG).

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Em comunicado, a ANOG revelou que "a situação tem gerado bastante desconforto entre os vários oficiais daquela instituição de ensino militar". O mal estar deve-se ao facto de ter sido apurado que "o Comandante de Corpo de Alunos alterou a avaliação da nota de Informação Comportamental do Aluno (ICA) para uma nota positiva, ao contrário da proposta inicial que previa uma avaliação negativa, inviabilizando a possível eliminação do aluno do curso de oficiais".

Confrontada com a situação, a associação afirma ter pedido de imediato uma audiência ao Comandante da Academia Militar, mas não obteve resposta.

Por esse motivo, a ANOG manifesta "repúdio perante tal situação, considerando inadmissível que tal situação passe impune numa escola de valores que forma os futuros comandantes do Exército e da Guarda Nacional Republicana, informando ainda todos os associados e demais oficiais que tais preocupações foram Igualmente transmitidas ao Exmo. Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana".

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