Vila Real

Contrata capangas para raptar ex-amante e cobrar 30 mil euros

Contrata capangas para raptar ex-amante e cobrar 30 mil euros

Um empreiteiro de construção civil de Vila Real contratou três capangas do Porto para raptar uma antiga amante a quem queria cobrar 30 mil euros. O grupo de cinco pessoas foi detido pela Polícia Judiciária de Vila Real.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, o empreiteiro, casado, manteve uma relação extraconjugal com a vítima durante o ano passado. Enquanto estiveram juntos, o homem foi dando dinheiro à amante, mas quando acabou a relação, o empreiteiro quis recuperar os 30 mil euros.

Para isso, entrou em contacto com indivíduos residente num bairro da cidade do Porto, a quem propôs dinheiro para cobrar os 30 mil euros. Eram dois homens e uma mulher, que ontem se deslocaram a Vila Real.

No final de tarde de quarta-feira, localizaram a vítima que estava ao volante do seu automóvel. A mulher percebeu que estava a ser perseguida. Conseguiu fazer uma chamada telefónica para alertar um familiar que informou de imediato a Polícia Judiciária de Vila Real.

Entretanto, a vítima parou o carro nas imediações de uma pastelaria, na zona das Torres da Flores de Vila Real. Refugiou-se no interior do estabelecimento, mas os indivíduos também entraram na pastelaria à procura da amante do empreiteiro.

A vítima encontrou uma porta lateral da pastelaria e acabou por esconder-se dentro de uma carrinha, estacionada na zona de carga do estabelecimento. Ficou lá uns minutos, até a chegada de inspetores da PJ de Vila Real que detiveram os suspeitos e libertaram a vítima.

De acordo com um comunicado da PJ de Vila Real, foram detidos três homens e duas mulheres pela presumível autoria do crime de rapto, na forma tentada. São os dois cobradores e a mulher oriundos do bairro da cidade do Porto, mas também o mandante (empreiteiro) e a mulher deste, por suspeitas de cumplicidade.

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Os detidos, com idades entre os 39 e 49 anos, foram levados na tarde desta sexta-feira ao Tribunal de Vila Real para serem submetidos ao primeiro interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

O Tribunal de Vila Real, onde os arguidos foram levados para primeiro interrogatório judicial, aplicou a todos a medida de coação de apresentações semanais às autoridades.

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