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Direito de resposta e retificação de Francisco J. Marques

Direito de resposta e retificação de Francisco J. Marques

Francisco J. Marques vem por este meio, ao abrigo dos artigos 25.º e 61.º da Lei da Imprensa, exercer o direito de resposta e retificação em relação às notícias publicadas na edição impressa de 17 de março de 2022 do Jornal de Notícias, com o título "Francisco J. Marques fica com pulseira eletrónica" e no site do JN no dia 16 de março de 2022, com o título "Diretor de comunicação do FC Porto fica com pulseira eletrónica por violência doméstica".

Os artigos contêm factos falsos, a começar pelos títulos, e que contribuem para um julgamento popular baseado em informações erradas, para um juízo socialmente mais penalizador para mim, que não fui condenado por nada, estando indiciado por violência doméstica, que não envolve agressões físicas.

Na verdade, e ao contrário do que o Jornal de Notícias tem repetidamente noticiado, não estou com pulseira eletrónica ou com qualquer outro dispositivo eletrónico, nem isso foi alguma vez referido na audiência de 15 de março. Foi decretada como medida de coação a proibição de contactos, bem como o afastamento, e fui advertido dos efeitos do eventual desrespeito das medidas de coação, mas não me foi colocada, nem será, qualquer pulseira ou outro dispositivo eletrónico.

A conduta do Jornal de Notícias é mais censurável por ter sido repetidamente dito a jornalistas do JN que não estava, ou iria estar, com pulseira eletrónica. Além disso, esclareci publicamente esta questão no Twitter, começando precisamente por desmentir estar detido, estar com pulseira eletrónica e ter passado a noite nos calabouços. O JN aproveitou parte desses tweets para a elaboração da notícia, mas omitiu o facto de eu negar estar com pulseira eletrónica, ficando a ideia de que se está a sonegar ao leitor a versão do arguido para não estragar o picante do título, num recurso a um sensacionalismo que não bate certo com a tradição do Jornal de Notícias. E não está em causa o facto de eu não estar agora com pulseira eletrónica e poder vir a estar no futuro - o que tornaria o meu desmentido um mero preciosismo retórico -, uma vez que a decisão do tribunal não inclui qualquer referência a essa possibilidade.

O processo seguirá os seus termos e, como já anunciei, irei recorrer desta decisão, que considero desproporcionada face aos indícios apresentados. Apelo a que o Jornal de Notícias, que já tive a honra de servir, preste bom serviço ao jornalismo e aos leitores, difundindo notícias baseadas em factos.

Francisco J. Marques

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