Arcos de Valdevez

Disse ao patrão que ia à Segurança Social e foi matar a "ex"

Disse ao patrão que ia à Segurança Social e foi matar a "ex"

Um operário madeireiro de 38 anos, que não se conformava com a separação, assassinou a ex-companheira à facada, a meio da tarde desta sexta-feira, na casa dela, em Arcos de Valdevez. Foi detido.

Leandro, conhecido como "Brasileiro", tinha pedido dispensa ao patrão, dizendo que ia à Segurança Social. Ao início da tarde foi até à casa onde havia morado com Lucília Brandão, de 55 anos, em Penelas, União de Freguesia de Jolda Madalena e Rio Cabrão.

Tudo indica que, após mais de dez anos de vida em comum, Leandro não aceitou a separação concretizada há três meses. Ao ser novamente rejeitado, em desespero, terá começado por estrangular Lucília e depois esfaqueou-a várias vezes, para se certificar que a matara. A vítima tinha três filhos, fruto do seu primeiro casamento.

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Às 16.30 Leandro telefonava para o 112 a dizer que tinha acabado de assassinar a sua antiga companheira. Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca, José Freitas, "à chegada ao local "a senhora encontrava-se já em paragem cardiorrespiratória, tendo sido iniciados procedimentos de suporte básico de vida", mas a dada ocasião "as manobras de reanimação foram suspensas por indicação do médico da Viatura de Emergência Médica (VMER) do INEM, baseada no Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, ao constatar que já nada haveria a fazer".

A GNR dos Arcos de Valdevez intercetou o suspeito, que confessou o crime e foi levado para o posto da GNR onde acabaria por ser entregue à Polícia Judiciária de Braga que o levou para a capital minhota.

Deverá ser apresentado no sábado ao juiz de turno da Comarca de Viana do Castelo, para primeiro interrogatório e aplicação das medidas coativas.

No local da ocorrência estiveram ao todo 13 operacionais e seis viaturas dos Bombeiros Voluntários de Ponte da Barca, mais o INEM, a GNR dos Arcos de Valdevez e a PJ de Braga, tendo sido acionada para o zona do crime uma equipa de psicólogos do INEM que deu apoio aos familiares mais diretos da vítima e aos vizinhos que se depararam com o cenário.

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