Polícia Municipal

Encerrada discoteca ilegal na baixa do Porto que dava dores de cabeça a moradores

Encerrada discoteca ilegal na baixa do Porto que dava dores de cabeça a moradores

A Polícia Municipal do Porto encerrou, na madrugada deste sábado, um café na baixa da cidade por funcionar fora de horas como discoteca. Um homem foi detido e foram apreendidas armas e droga. O espaço é por várias vezes foco de desacatos, causando sobressalto aos moradores.

O estabelecimento comercial, localizado na Rua de Santa Catarina, perto do cruzamento com Gonçalo Cristóvão, foi encerrado na sequência de uma ordem da Câmara Municipal do Porto por "desobediência reiterada", confirmou ao JN a Polícia Municipal, que estava a proceder à selagem do local durante a manhã deste sábado.

O Café Rio, que funciona na Galeria Comercial Rio, onde no sábado passado houve confrontos, tinha licença de utilização para a atividade de restauração ou bebidas até às 4 horas, mas a partir dessa hora funcionava ilegalmente como bar/discoteca.

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Na operação da madrugada passada, levada a cabo pela Polícia Municipal com o apoio da PSP, foi detido um homem na posse de uma arma de fogo e apreendidas várias armas brancas (navalhas e soqueiras) e uma botija de óxido nitroso (a chamada "droga do riso"). Estavam cerca de 85 pessoas num espaço de 36 metros quadrados.

"Funcionamento abusivo, ruído excessivo e alteração de ordem"

De acordo com a Polícia Municipal, a atividade clandestina do estabelecimento motivava, desde há vários anos, "reclamações desesperadas" por parte de moradores, que viam constantemente perturbado o seu descanso. "O estabelecimento vinha, de forma reiterada, a violar as normas legais em vigor, acarretando enormes custos sociais, como disso fazem eco as denúncias e relatos de moradores à Polícia Municipal e PSP sobre o funcionamento abusivo fora de horas, a produção de ruído excessivo, as constantes situações de alteração de ordem e tranquilidade públicas, circunstâncias que fomentaram um sentimento de insegurança que urge combater", explicou a Câmara Municipal.

O proprietário do café, que não estava no local esta noite, já tinha sido por várias vezes autuado, sensibilizado e, numa ocasião, detido por desobediência, mas manteve a atuação. "Como consequência, para se furtar a novas fiscalizações ou intervenções, fechava à chave os portões de acesso ao interior da galeria comercial, e indiferente a qualquer intervenção policial, continuava a manter as festas ativas até às primeiras horas da manhã, ficando as centenas de pessoas, que por vezes ali se concentram, impedidas de sair livremente para o exterior do edifício em caso de necessidade, potenciando desta forma a ocorrência de graves incidentes", lê-se na nota.

A Autarquia descreve, ainda, que "inebriados pelo consumo de álcool e inalação de óxido nitroso", os clientes do café envolvem-se "frequentemente em escaramuças e confrontos físicos", de que são prova as marcas de disparos de arma de fogo numa das portas de acesso ao centro comercial.

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