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Entrada de agentes com 30 anos não resolve problemas da PSP

Entrada de agentes com 30 anos não resolve problemas da PSP

Garantia é dada pela Organização Sindical dos Polícias. Sindicato antecipa aumento da idade da pré-reforma.

A proposta do ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro, para aumentar para os 30 anos a idade máxima de entrada na PSP, não está a ser bem acolhida pelos polícias. Para a Organização Sindical dos Polícias (OSP), a profissão é pouco atrativa devido a diversos fatores que, mesmo com a medida agora anunciada, continuarão sem serem solucionados.

"O problema da falta de candidatos não irá, por certo, ser resolvido com o alargamento da idade de admissão. O vencimento e outros fatores que já foram reiteradamente expostos e que são do conhecimento do Governo afastam a vontade de ingresso na profissão", defende o presidente da OSP, Pedro Carmo.

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"O desagregamento familiar, causado pela quase certa ida para Lisboa, implica o aumento de despesas com a deslocação e o arrendamento de habitação para viver na capital", exemplifica.

Ao JN, Pedro Carmo salienta, ainda, "o risco e o permanente julgamento do trabalho policial na praça pública" como outros fatores que afastam candidatos.

Reforma ainda mais tarde

Por outro lado, Pedro Carmo alerta para a hipótese de, com polícias a entrar na profissão aos 30 anos, a idade da pré-aposentação na PSP também aumentar. Recorde-se que o estatuto profissional do pessoal com funções policiais prevê a pré-aposentação aos 55 anos, mas atualmente os polícias têm autorização para abandonar as funções profissionais apenas aos 60.

"Se, de facto, for esta a ideia é uma decisão inconcebível, pelo risco e desgaste rápido da profissão que não têm sido valorizados e legalmente tipificados na PSP. Uma polícia envelhecida perde eficiência e eficácia e isto é incontornável e incompreensível para todos", sustenta o sindicalista.

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