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Falhas da justiça mantêm "Rei dos Catalisadores" em liberdade

Falhas da justiça mantêm "Rei dos Catalisadores" em liberdade

Magistrados sem acesso a base de dados nacional que permita conhecer automaticamente currículo dos suspeitos.

Já se perdeu a conta aos termos de identidade e residência (TIR) a que o "Rei dos Catalisadores" foi sujeito, além de outras medidas de coação, como apresentações diárias às autoridades, que nunca cumpre. Vítor Macedo, 30 anos, o pequeno ladrão natural da Maia que furta diariamente catalisadores para alimentar o vício da droga e é suspeito em mais de 100 casos, foi detido e libertado cinco vezes apenas em dois meses.

E porquê? Primeiro porque visto de forma isolada cada assalto corresponde a um crime de furto simples, o qual, à luz do Código Penal, não permite a aplicação de prisão preventiva. Mas também porque não existe uma base de dados nacional acessível aos magistrados do Ministério Público (MP) que permita, de forma automática, obter uma listagem de todos os casos em que um indivíduo é suspeito, o que permitiria a junção instantânea das dezenas de investigações, espalhadas por várias comarcas, neste caso visando Vítor Macedo.

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