Morte no Queimódromo

FAP condenada a pagar 150 mil euros a pais de Marlon

FAP condenada a pagar 150 mil euros a pais de Marlon

O Tribunal da Relação do Porto condenou a Federação Académica do Porto (FAP) a pagar 150 mil euros aos pais de um estudante assassinado em 2013 durante um assalto no recinto da Queima das Fitas.

Os juízes desembargadores consideraram que a FAP tinha a obrigação de zelar pela segurança e integridade física dos trabalhadores, mas falhou nessa responsabilidade, tendo assim contribuído para a morte de um estudante que estava ao seu serviço.

O acórdão fixou a indemnização a pagar aos pais de Marlon Correia em 150 mil euros: 80 mil pela morte e 70 mil pelos danos não patrimoniais causados.

Os factos remontam à madrugada de 4 de maio de 2013. Marlon, de 24 anos, estava no Queimódromo a trabalhar na venda de bilhetes para a Queima das Fitas do Porto que iria começar dentro de poucos dias

Pelas 1.15 horas, um grupo de encapuçados armados invadiu o espaço e assaltou a tesouraria onde se encontrava Marlon. No meio do pânico e confusão, um dos assaltantes disparou e atingiu mortalmente o estudante de Arcozelo, Gaia.

Assassinos ainda por identificar

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As autoridades policiais realizaram várias diligências e ao longo dos anos foram apontados vários suspeitos da autoria do crime. Porém, nunca houve provas suficientes para os identificar e prender.

Os pais do estudante decidiram avançar com uma ação cível no valor de 220 mil euros contra a FAP e a SPDE, a empresa contratada para garantir a segurança do recinto. Alegavam que as duas empresas não acautelaram as necessárias condições de segurança para uma atividade que movimentava várias dezenas de milhares de euros diariamente.

Em outubro do ano passado, o Tribunal Cível do Porto absolveu as duas entidades de qualquer responsabilidade na morte de Marlon. Os pais do estudante do curso de Desporto recorreram e, agora, a Relação do Porto veio-lhes dar parcialmente razão. Condenou a FAP mas absolveu a SPDE.

O JN contactou fonte oficial da direção da FAP que confirmou já ter sido notificada da decisão, mas optou não fazer qualquer comentário, salientando que essa tem sido a sua posição desde o início do processo.

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