Reivindicação

Frente sindical exige 430 euros de subsídio de risco para polícias

Frente sindical exige 430 euros de subsídio de risco para polícias

Reunião juntou 15 sindicatos e associações socioprofissionais da PSP e da GNR em Lisboa. Grande manifestação poderá realizar-se no próximo dia 21.

Treze sindicatos e associações socioprofissionais da PSP e da GNR exigem o pagamento, imediato, de um subsídio de risco no valor de 430 euros. E prometem avançar para formas de luta se o Governo não responder afirmativamente aos seus anseios. O primeiro protesto poderá acontecer já a 21 de julho, dia em que está marcada uma reunião com o secretário de Estado da Administração Interna, Antero Luís, e contará com a participação de outras duas associações sindicais, a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia e a Associação dos Profissionais da Guarda. Estas duas entidades participaram no encontro intersindical ocorrido na última terça-feira, mas não subscreveram o comunicado final.

No final desse encontro realizado em Lisboa, 13 dos 15 sindicatos associações socioprofissionais produziram um memorando, no qual defendem que não aceitam menos do que 430 euros por subsídio de risco. "Seremos intransigentes por representar o valor que este mesmo Governo calculou para o risco devido a outros polícias. Tendo em conta o princípio da universalidade e da justiça não podemos ter um valor de risco menor", lê-se no documento.

Esta frente comum defendeu também que "o suplemento a atribuir deverá versar exclusivamente o risco e não se admite a sua acumulação com outro tipo de compensação remuneratória".

Ao JN, Carlos Torres, presidente do Sindicato Independente de Agentes da Polícia, uma das estruturas que participou na reunião intersindical, acrescentou que "o valor de 430 euros é inegociável". "É o valor que é pago aos elementos da Polícia Judiciária e nós não queremos nem mais, nem menos. Se somos, PSP e GNR, os mais agredidos, não podemos aceitar um subsídio de risco menor", justificou.

Carlos Torres referiu, ainda, que, entre as formas de luta a promover poderá estar uma grande manifestação de polícias no próximo dia 21, aquando da reunião com o Governo. Esta iniciativa contará com a participação da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia e da Associação dos Profissionais da Guarda que, embora não tendo subscrito o memorando, estão disponíveis para contestar a vontade do Ministério da Administração Interna de atribuir um subsídio de risco inferior a 70 euros mensais.

Recorde-se que, na semana passada, estas duas associações sindicais anunciaram que iriam apresentar uma contraproposta que prevê o aumento faseado do subsídio de risco. Ou seja, os polícias receberiam 200 euros mensais a partir de janeiro do próximo ano, 300 euros em 2023 e 400 euros em 2024.

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